Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar desarticulou uma rinha de galos que funcionava em uma propriedade rural na região de Canarana, no leste de Mato Grosso. A operação, batizada de Espora da Lei, foi realizada na última sexta-feira (12) e terminou com 17 pessoas conduzidas à delegacia por suspeita de envolvimento em maus-tratos a animais.
Segundo as forças de segurança, o local era utilizado para promover combates entre galos, prática considerada crime ambiental. Durante a fiscalização, os policiais encontraram dezenas de pessoas reunidas na propriedade e constataram uma intensa movimentação de veículos.
Com a chegada das equipes, parte dos participantes tentou escapar por uma área de mata próxima ao imóvel. Outros permaneceram no local e foram identificados pelos policiais.
Os 17 conduzidos tiveram Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) registrados e foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer à Justiça quando convocados. Eles responderão em liberdade pelo crime de maus-tratos a animais.
Durante as buscas, os agentes localizaram diversos galos que apresentavam lesões compatíveis com participação em rinhas. Conforme a Polícia Civil, os animais tinham ferimentos, mutilações, sangramentos e outras marcas que indicavam situações de violência.
Além dos animais, foram apreendidos materiais supostamente utilizados na organização dos confrontos, entre eles estruturas destinadas às lutas, medicamentos veterinários, balança e anotações relacionadas à atividade investigada.
Os galos recolhidos foram encaminhados para avaliação e receberão os procedimentos necessários por parte dos órgãos competentes.
Denúncia anônima deu origem à investigação
As investigações começaram após denúncias anônimas informarem à Polícia Civil sobre a realização frequente de rinhas em uma propriedade localizada na zona rural de Canarana.
De acordo com os relatos recebidos pelos investigadores, pessoas de diferentes cidades de Mato Grosso e até de outros estados viajavam até o local para acompanhar os combates e participar de apostas em dinheiro.
Após receber as informações, a Polícia Civil iniciou o monitoramento da região e identificou o endereço apontado nas denúncias. Com a confirmação dos indícios, foi planejada a operação conjunta com a Polícia Militar para flagrar a atividade clandestina.
As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e apurar se houve a prática de crimes adicionais ligados à organização das rinhas e às apostas realizadas no local.





























