O deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) mandou emendas a duas ONGs presididas por parentes de assessores lotados em seu gabinete, o que é vedado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. O valor indicado pelo parlamentar em benefício dessas entidades ao Orçamento de 2025 é de R$ 490 mil.
O Instituto Construindo Vencedores, destino de R$ 294 mil, é presidido pela esposa do assessor Alessandro Oliveira da Luz. Para viabilizar o repasse, a entidade firmou termo de fomento com o Ministério do Esporte para implementação de projeto de artes marciais em Cariacica (ES).
Já o Instituto Góes Fernandes foi beneficiado com emenda parlamentar de R$ 196 mil. A ONG firmou termo de fomento com o Ministério do Esporte que prevê a realização de projeto de artes marciais em Serra (ES), nas modalidades de Jiu-Jitsu e Muay Thai.
O atual presidente do Instituto Góes Fernandes é Marinesio Fernandes da Silva, cunhado do assessor parlamentar Agnaldo da Silva Góes.
A coluna questionou o Ministério do Esporte sobre a decisão, uma vez que o pagamento ao Instituto Construindo Vencedores ocorreu em fevereiro de 2026, portanto, após a decisão de Flávio Dino. Até o momento, não houve manifestação da pasta.
Entidade defende repasse
Em nota, a presidente do Instituto Construindo Vencedores, Samantha Fregapani, afirmou que o projeto existe desde 2021, sempre com recursos próprios e muito esforço da equipe envolvida. Segunda ela, o trabalho é voltado ao atendimento gratuito de crianças e adolescentes, oferecendo atividades esportivas, sociais e educativas.
“A ajuda recebida por meio da emenda parlamentar veio em ótima hora e tem sido muito importante para ampliar e fortalecer as ações já realizadas pelo instituto. Os recursos ajudam diretamente na manutenção e expansão das atividades gratuitas oferecidas às crianças, com o pagamento de professores, monitores e assistente social”, destacou.
Samantha afirmou ainda que a verba também auxilia na compra de equipamentos e materiais essenciais para a prática esportiva, como kimonos, luvas de luta, bandagens, capacetes e demais itens necessários para o treinamento seguro e adequado das crianças e adolescentes atendidos pelo projeto.
A coluna tentou contato com o deputado Gilvan da Federal e com o Instituto Goes Fernandes, mas não houve retorno. O espaço segue aberto.





























