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SUPOSTA QUEBRA DE DECORO

Vereador denuncia colega à PF e ao MP por suposto uso de cargo para furar fila do SUS em VG

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O vereador Kleberton Feitoza, do PSB, protocolou uma denúncia contra a vereadora Rosy Prado, do União Brasil, acusando a parlamentar de utilizar o cargo para obter vantagens indevidas no acesso a exames médicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Várzea Grande.

A representação foi encaminhada à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso e também à Câmara Municipal.

No documento, Kleberton pede abertura de inquérito para apurar possíveis crimes federais e suposta malversação de recursos públicos, além da instauração de procedimento na Comissão de Ética da Câmara por possível quebra de decoro parlamentar, o que pode resultar em cassação de mandato.

Segundo a denúncia, Rosy Prado teria conseguido acesso a exames e procedimentos médicos em prazos incompatíveis com o tempo de espera enfrentado por pacientes da rede pública municipal.

A representação aponta que uma tomografia de crânio teria sido realizada no mesmo dia da solicitação, em abril de 2022. O documento também cita três exames de ressonância magnética feitos em menos de dez dias, enquanto pacientes aguardariam desde 2019 na fila do SUS.

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A denúncia ainda menciona a realização de uma endoscopia digestiva em seis dias e uma consulta oftalmológica marcada em 11 dias por meio de “reserva técnica”.

Ao justificar o pedido de investigação federal, o vereador afirma que o suposto uso irregular do SISREG — sistema responsável pela regulação de atendimentos do SUS — pode configurar crimes relacionados ao uso de estrutura financiada com recursos da União.

“A intervenção direta para beneficiar-se do sistema público amolda-se ao crime de patrocínio de interesse privado. Na esfera política, o abuso das prerrogativas para ‘furar a fila’ é ato incompatível com o decoro”, diz trecho da representação.

Entre os pedidos apresentados por Kleberton estão a preservação dos registros de acesso ao sistema de regulação da saúde, fiscalização sobre o uso das reservas técnicas da Secretaria Municipal de Saúde e eventual responsabilização por improbidade administrativa.

Procurada anteriormente, Rosy Prado negou irregularidades e afirmou que sempre utilizou o SUS para acompanhar de perto o funcionamento da saúde pública no município.

Sobre a acusação envolvendo a realização de exame de endoscopia, a vereadora alegou que aguardava o procedimento havia quase três anos e que, segundo ela, a gestão anterior não ofertava esse tipo de exame na rede municipal.

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O espaço segue aberto para novas manifestações da parlamentar.

Com informações do Olhar Direto.

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