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Milho recua no mercado físico com pressão da oferta, enquanto Chicago sobe de olho no petróleo e clima nos EUA

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Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, refletindo o aumento da oferta no mercado interno, impulsionado pela colheita da safra de verão e pelos elevados estoques de passagem da temporada 2024/25. Apesar do movimento baixista no Brasil, os contratos futuros do cereal registraram leves altas nesta segunda-feira (11) na Bolsa de Chicago, sustentados pela valorização do petróleo e pelas atenções voltadas ao clima nos Estados Unidos.

Segundo levantamento do Cepea, compradores seguem cautelosos e indicam facilidade para negociar lotes no mercado spot, apostando em novas desvalorizações nas próximas semanas. Ao mesmo tempo, parte dos vendedores demonstra maior flexibilidade nas negociações diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns e reforçar o caixa.

O cenário ocorre em meio ao recebimento de novos volumes da safra de verão de soja e milho, além da permanência de estoques remanescentes da temporada anterior. Com isso, a pressão sobre os preços do cereal se intensifica em diversas praças brasileiras.

Ainda conforme o Cepea, as perdas só não foram mais acentuadas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra brasileira. Regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, enquanto previsões de frentes frias também voltaram ao radar do mercado, aumentando o risco de redução no potencial produtivo das lavouras.

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A Companhia Nacional de Abastecimento estima atualmente uma produção de 109,11 milhões de toneladas para a segunda safra de milho no Brasil.

Chicago avança com suporte do petróleo e expectativa pelo USDA

No mercado internacional, os contratos futuros do milho operaram em alta moderada na Bolsa de Chicago (CBOT) durante a manhã desta segunda-feira.

Por volta das 10h50 (horário de Brasília), o contrato maio/26 era negociado a US$ 4,61 por bushel, com ganho de 4,75 pontos. O julho/26 avançava para US$ 4,72, enquanto o setembro/26 era cotado a US$ 4,78. Já o dezembro/26 subia para US$ 4,94 por bushel.

De acordo com análise da consultoria internacional Farm Futures, o milho acompanhou o movimento positivo da soja e do trigo, impulsionado principalmente pela valorização dos preços do petróleo antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para terça-feira.

As preocupações geopolíticas envolvendo o Oriente Médio também influenciaram o mercado energético. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a resposta do Irã a uma proposta de paz elevaram os receios em relação à oferta global de petróleo, trazendo suporte adicional às commodities agrícolas.

Plantio acelerado nos EUA limita ganhos do milho

Apesar do viés positivo em Chicago, o avanço do plantio da nova safra norte-americana continua limitando movimentos mais fortes de alta.

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O clima relativamente seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos favorece o avanço dos trabalhos de campo, aumentando a expectativa de uma safra robusta. Analistas avaliam que o mercado terá dificuldade para adicionar prêmios significativos aos preços enquanto o ritmo de plantio seguir acelerado.

Na semana passada, o USDA informou que 38% da área destinada ao milho nos Estados Unidos já havia sido semeada até o dia 3 de maio, acima dos 34% registrados na média dos últimos cinco anos. A expectativa do mercado é de que o novo relatório semanal confirme novo avanço expressivo no plantio.

B3 acompanha exterior e registra leves altas

Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do milho também iniciaram a semana em leve alta, acompanhando parcialmente o movimento externo.

Por volta das 11h07 (horário de Brasília), o vencimento maio/26 era negociado a R$ 66,03 por saca, com avanço de 0,03%. O julho/26 subia para R$ 67,76, enquanto o setembro/26 era cotado a R$ 69,80. Já o contrato janeiro/26 avançava para R$ 74,20 por saca.

Mesmo com a recuperação pontual nos futuros, o mercado doméstico segue pressionado pelo aumento da disponibilidade física do cereal e pelas expectativas em torno da segunda safra brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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