Pesquisar
Close this search box.
VEJA

PF aponta esquema milionário na saúde com ramificações em Mato Grosso

publicidade

Investigações conduzidas pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União revelam indícios de um suposto esquema de irregularidades em contratos milionários na área da saúde, com atuação em Mato Grosso. A apuração indica a existência de um fluxo financeiro considerado atípico entre empresas do setor médico-hospitalar.

De acordo com o inquérito, recursos oriundos de contratos públicos teriam sido movimentados por meio de uma rede de empresas, levantando suspeitas de práticas como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. A Mediall Brasil S.A. aparece como uma das principais envolvidas nas investigações.

Na última quarta-feira (15), dois empresários ligados à companhia  Hilton Rinaldo Salles Piccelli e Rudson Teodoro da Silva  foram presos preventivamente por agentes da PF. As detenções fazem parte de um conjunto de medidas judiciais relacionadas a desvios de recursos públicos, especialmente no período da pandemia.

As investigações apontam que a empresa teria utilizado a MED Facil Serviços Médicos Ltda, considerada pelos investigadores como possível empresa de fachada, para movimentar cerca de R$ 757 mil. Os valores, segundo a apuração, teriam sido fragmentados em diversas transferências, inclusive para pessoas físicas, algumas com vínculos em Mato Grosso.

Leia Também:  Nunes demite presidente da SPTuris e adjunto após denúncias

Outro ponto destacado no inquérito é a possível integração entre as estruturas administrativas das empresas, incluindo sistemas de gestão e envio de informações trabalhistas, o que reforça a suspeita de atuação coordenada.

Atuação no estado

A Mediall Brasil, atualmente registrada como MITTEL S.A., mantém operações em cidades como Várzea Grande e Tangará da Serra. A empresa já prestou serviços no Hospital Metropolitano de Várzea Grande entre 2020 e 2024, incluindo gestão de leitos de UTI, fornecimento de insumos e equipes médicas em áreas como nefrologia e ortopedia.

Em 2024, firmou contrato de aproximadamente R$ 6,6 milhões com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) para atuação na unidade hospitalar. O acordo, porém, foi rescindido meses depois.

Operações e desdobramentos

As apurações integram operações como a Operação Rio Vermelho e a Operação Makot Mitzrayim, que envolvem também a Gaeco. As ações investigam suspeitas de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e uso de organizações sociais para intermediar recursos públicos.

Ao todo, foram cumpridos dezenas de mandados judiciais em diferentes estados, incluindo prisões preventivas de empresários ligados ao grupo investigado.

Leia Também:  Senado vota nesta terça projeto que libera jogo do bicho e bingo

As autoridades seguem analisando a movimentação financeira das empresas, a relação entre sócios e procuradores e o possível uso de estruturas empresariais para ocultação de recursos públicos.

A investigação permanece em andamento e pode ter novos desdobramentos envolvendo contratos da saúde pública em Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade