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ECONOMIA

Escândalo financeiro: ágio bilionário em venda do Master ao BRB encobre rombo

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Investigações da Polícia Federal revelaram que o Banco Master embutiu um ágio de R$ 2,4 bilhões na venda de ativos para o Banco de Brasília (BRB). A estratégia, ocorrida entre julho de 2024 e janeiro de 2025, serviu para mascarar um rombo financeiro na instituição de Daniel Vorcaro. Além disso, as planilhas apreendidas indicam que o banco público pagou valores muito acima do preço de mercado.

Enquanto a proposta oficial de compra não era formalizada, o Master dependia desesperadamente dos aportes do banco estatal para honrar compromissos. De acordo com diálogos obtidos pela Operação Compliance Zero, Vorcaro admitiu que precisaria usar o depósito compulsório caso o BRB não injetasse recursos. Portanto, a saúde financeira do banco privado estava sustentada diretamente pelo capital público de Brasília.

No entanto, o esquema escalou para a fabricação de carteiras falsas de crédito consignado a partir de janeiro de 2025, segundo as autoridades. Ao todo, o BRB pagou R$ 12,2 bilhões por ativos, mas documentos mostram que o ágio em certas operações chegou a impressionantes 93%. Assim, a Polícia Federal apura se a transação foi uma fachada para desviar recursos e salvar a instituição da falência.

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Nesse contexto, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na última quinta-feira (16) sob suspeita de receber propina para favorecer o grupo Master. Além disso, a defesa de Alberto Félix, ex-superintendente de tesouraria, nega que ele tivesse poder decisório nas negociações. Ainda assim, as conversas de WhatsApp confirmam o contato constante entre funcionários das duas instituições para viabilizar os contratos.

Até o momento, o BRB e a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro não se manifestaram oficialmente sobre as graves acusações de fraude. Por outro lado, o comitê de investigação segue analisando tabelas de contabilidade interna que detalham a venda de certificados e créditos imobiliários. Desta forma, o inquérito busca identificar todos os beneficiários do esquema que comprometeu bilhões de reais dos cofres públicos, apontou o Estadão.

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