A renúncia do vice-prefeito Tião da Zaeli escancarou a crise política em Várzea Grande e provocou reação direta do deputado estadual Júlio Campos, que fez duras críticas ao atual cenário do município.
Segundo o parlamentar, a instabilidade política tem se repetido sempre que o grupo político ligado à sua base não está no comando da prefeitura. Em tom contundente, ele afirmou que a cidade só vive períodos de tranquilidade administrativa quando sua ala está no poder.
“Várzea Grande só tem paz política quando nosso grupo dirige. Toda vez que a oposição assume, é tumulto”, disparou.
O comentário veio após o rompimento entre Zaeli e a prefeita Flávia Moretti, que, segundo Júlio, já era esperado nos bastidores. De acordo com ele, o desgaste começou ainda durante a transição de governo, diante do suposto descumprimento de acordos firmados na campanha.
O deputado afirmou que havia a previsão de que o vice-prefeito teria espaço dentro da gestão, incluindo o comando de secretarias, o que não teria sido cumprido após a posse. A frustração, segundo ele, foi crescendo com o tempo.
Além disso, Júlio apontou que mudanças no primeiro escalão e a entrada de nomes ligados à gestão do ex-prefeito Kalil Baracat ampliaram o distanciamento político dentro da administração.
“Ele foi um dos grandes apoiadores da campanha e ficou descontente. Já vinha sinalizando que poderia sair”, afirmou.
O parlamentar também avaliou que a prefeita enfrentou dificuldades na relação com a Câmara Municipal desde o início do mandato, o que teria forçado uma reconfiguração política para garantir governabilidade.
Para Júlio Campos, o cenário atual reforça um padrão histórico da cidade, marcado por rupturas internas e conflitos políticos quando há mudança de grupo no poder.
Tião da Zaeli oficializou a renúncia na última segunda-feira (30) e afirmou que já estava afastado da gestão desde dezembro. Ele também declarou que não pretende fazer oposição direta à prefeita e deve concentrar sua atuação no setor empresarial.





























