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CASO UNIMED

Delação de Suzana é superficial e eivada de contradições

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Está público um depoimento com 2 horas e 30 minutos de duração, onde a delatora Suzana tem falas pouco firmes, afirma que nunca houve uma organização criminosa, revela que acredita que o balanço apresentado em 2022 estava correto, mas começa a mudar algumas alegações após ser confrontada pelo Procurador Pedro Pouchain com a leitura de um documento enviado pelo seu advogado, como sendo a sua delação.

Ao ouvir alguns trechos do documento, Suzana olha brava ao advogado Alex Cardoso e pergunta: – que documento é este?

A delação pode ter pouco valor jurídico

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região já decidiu pela nulidade de todo o acervo probatório do caso Unimed, por entender que as provas eram ilícitas e constituídas principalmente por delegados de polícia federal que foram contratados pelos atuais dirigentes da Unimed Cuiabá.

Nos próximos meses, os impactos dessa decisão deverão chegar a todos os procedimentos de investigação e à Ação Penal em curso, encerrando o caso.

Ainda assim, o Ministério Público Federal buscou neste momento a homologação da delação que ocorreu no ano passado.

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Situação política complicada

A Unimed Cuiabá está há poucos dias de sua Assembleia Geral Ordinária, onde as contas da gestão serão votadas. Segundo cooperados, o clima é hostil à diretoria e um Conselheiro Fiscal já emitiu robusto parecer recomendando a rejeição das contas.

Em meio a este fato, uma enxurrada de matérias sobre a delação de Suzana pode tomar a pauta da imprensa nos próximos dias.

 

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