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Falhas estruturais

Mauro Mendes chama administração pública de “Frankenstein” e critica distorções salariais

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), fez duras críticas ao modelo da administração pública brasileira ao comentar reportagem da Folha de S.Paulo que apontou grandes discrepâncias entre os salários de prefeitos e governadores no país. Para ele, o setor público é marcado por distorções e anomalias que resultam em situações “anacrônicas” e desfuncionais.

Mendes afirmou que a remuneração nunca foi motivação para exercer o cargo e destacou que mantém sua vida financeira a partir de atividades privadas. Segundo o governador, sua decisão de assumir a gestão estadual teve como objetivo mostrar que é possível administrar com foco em eficiência e resultados, independentemente do salário recebido.

Questionado sobre o caso específico citado na reportagem — que indicou que o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), teria vencimentos superiores aos do governador —, Mauro Mendes evitou entrar em polêmica. Ele afirmou não conhecer detalhadamente os dados e preferiu não comentar números ou responsabilidades sobre reajustes salariais em outros entes da federação.

Apesar disso, o governador ampliou a crítica ao funcionamento do Estado brasileiro, afirmando que as desigualdades salariais são apenas um reflexo de problemas mais profundos. Para ele, há falhas estruturais recorrentes em diferentes níveis de governo que comprometem a lógica e a eficiência da máquina pública.

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“Em todo lugar que você olha, existem disfunções de um modelo que deveria funcionar melhor. No final das contas, a administração pública acaba ficando cheia de ‘Frankensteins’”, concluiu Mauro Mendes, ao defender a necessidade de reformas para corrigir essas distorções.

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