O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) elevou drasticamente o tom ao acusar o presidente Lula (PT) de usar programas sociais e isenções fiscais como ferramenta de “compra de votos” para consolidar sua força eleitoral em 2026. Segundo ele, o petista é um adversário “temido” justamente por dominar a máquina pública e saber manipular benefícios em momentos estratégicos. Campos citou o Bolsa Família e as isenções de Imposto de Renda como exemplos de medidas que, em sua avaliação, têm clara finalidade eleitoral.
Em discurso firme, Campos alertou que a direita está em desvantagem e que derrotar Lula exigirá um esforço muito maior do que em eleições anteriores. Para o parlamentar, a oposição dificilmente terá chances reais se continuar fragmentada. “A direita desunida não vai chegar a lugar algum”, afirmou, reforçando que a união não é apenas desejável — é urgente. Ele lembrou que, mesmo com Bolsonaro no poder e com a base alinhada, a direita perdeu a eleição anterior por margem apertada.
O deputado também comentou a escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, mas admitiu que não sabe se ele terá força suficiente para encarar o petista. Apesar de considerar que o atual governo enfrenta desgaste, Campos foi categórico: enfrentar Lula nas urnas exige mais do que nomes, exige estratégia e articulação nacional — algo que, segundo ele, a oposição ainda não demonstrou possuir.
Por fim, Júlio lamentou a ausência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na disputa, classificando-o como “um grande candidato” que fortaleceria a direita. Mesmo assim, ele destacou que o cenário está longe de ser previsível e que a corrida presidencial de 2026 será marcada por intensidade, tensão e alto nível de confronto político. Para Campos, a oposição precisa reagir imediatamente, ou verá Lula pavimentar com facilidade o caminho para um quarto mandato.





























