A recente manifestação pública do deputado estadual Zé Teixeira (PSDB) para defender seu amigo de longa data, o ex-governador Reinaldo Azambuja, acabou gerando uma enxurrada de críticas. Nos comentários da postagem, ele foi duramente cobrado por leitores que lembraram seu próprio histórico conturbado, incluindo denúncias graves envolvendo a Operação Vostok.
Veja a publicação
1. A defesa polêmica nas redes
Zé Teixeira afirmou, em tom elogioso, que nunca viu um político tão humilde e “pé no chão” quanto Azambuja, ressaltando que nunca ouvira “tantas realizações em oito anos de governo”. Porém, essas palavras foram recebidas com ceticismo por muitos, que rapidamente começaram a relembrar o passado do deputado.

2. A crítica dos internautas:
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Um seguidor, com o perfil Economistarenato, rebate:
“jamais vi tantos milhões bloqueados pela justiça … são 277 milhões de reais bloqueados!!! Fora o relatório da Polícia Federal, fora os secretários que foram presos … jamais tinha visto isso tudo!”
Essa acusação — ainda que o valor de R$ 277 milhões não apareça em fontes públicas fidedignas — reflete a percepção de que há muita suspeita sobre a gestão de Azambuja e seus aliados.
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Outro comentário irônico:
“acreditam, é o Zé Teixeira falando, podem confiar na fonte rsrs .”Aqui a crítica é dupla: questiona tanto a credibilidade de Zé Teixeira quanto a ideia de que ele seja uma fonte confiável para defender Azambuja.

Credibilidade abalada: Ao elogiar Azambuja como um político humilde e de “pés no chão”, Teixeira tenta projetar uma imagem de lealdade fraterna — mas muitos veem isso como conveniente, especialmente dado o seu histórico judicial.
Hipocrisia percebida: Para seus críticos, é difícil engolir que alguém que foi implicado em um esquema de notas frias defenda com tanta veemência outro político acusado em esferas afins (ou ao menos associado politicamente a esse tipo de escândalo).Interesse pessoal: A relação de amizade entre os dois corre solta nos comentários — muitos internautas especulam que a defesa de Teixeira tem mais a ver com interesses pessoais e alianças políticas do que com convicção ideológica ou valorização de bons feitos.Percepção pública negativa: Se antes Teixeira podia contar com parte da base social, seu discurso nas redes agora dá munição a opositores, que usam sua própria trajetória para descreditá-lo e ao ex-governador que ele defende.“o governo Ridel/Reinaldo serve muito bem aos seus interesses, mas não serve aos interesses do povo.”
Esse tipo de crítica sugere a ideia de que a defesa de Teixeira não é motivada por idealismo, mas por relações pessoais e políticas, em detrimento de uma visão pública mais ampla.-

3. O passado sombrio de Zé Teixeira
Para muitos, a defesa de Azambuja por Teixeira soa hipócrita, dado que o próprio deputado já enfrentou sérias acusações:
Operação Vostok: Zé Teixeira foi preso temporariamente pela Polícia Federal durante essa operação, que apura um esquema de propina envolvendo a JBS.
Segundo delatores da JBS, ele teria emitido R$ 1,6 milhão em notas fiscais “frias” para legalizar o pagamento de propina.A Justiça acolheu denúncia contra Teixeira na operação Vostok por crimes como organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro — ele está entre os 21 réus em processo que envolve R$ 67,7 milhões em propina.
Em nota quando foi preso, Teixeira afirmou que é pecuarista há décadas (“vende gado há 50 anos”) e garantiu que suas operações eram regulares.
Após seis anos, o Tribunal de Justiça devolveu alguns dos seus bens apreendidos na operação, como celular e computador. E ainda esta avaliação mais dura:
A situação torna-se mais delicada para Teixeira, justamente porque ele está em destaque ao se posicionar nas redes sociais — e esse tipo de exposição pode causar mais desgaste do que benefício.
Para Azambuja, a defesa pública de alguém com histórico de acusações pode reforçar narrativas negativas, especialmente entre eleitores críticos à integridade política e à transparência.
No cenário estadual, o episódio pode reacender debates sobre corrupção em Mato Grosso do Sul, especialmente sobre a concessão de incentivos fiscais e a influência da JBS no estado — temas centrais da Operação Vostok.
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A publicação de Zé Teixeira em defesa de Reinaldo Azambuja serviu como gatilho para uma reação pública que vai muito além da simples política de amizade: ela escancarou contradições entre a imagem que Teixeira tenta transmitir e seu passado investigado. As críticas vindas das redes sociais indicam que muitos eleitores e observadores já não compram mais a versão de “deputado honesto e fiel amigo”, sobretudo quando os fatos históricos mostram uma trajetória marcada por graves acusações.


























