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Ex-presidente demitido do INSS

Alessandro Stefanutto disse que não tinha conhecimento de que diretores do órgão estavam se beneficiando do esquema.

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O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, demitido do órgão após o escândalo dos descontos ilegais em benefícios, se defendeu das acusações pela primeira vez e negou que tenha demorado para agir no caso. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Stefanutto afirmou que não houve omissão de sua parte no INSS e o órgão também teria adotado as medidas indicadas pelo Tribunal de Contas da União, mas que o INSS tem um tempo diferente.

Stefanutto disse que não tinha conhecimento de que diretores do órgão estavam se beneficiando do esquema e confirmou que liberou os descontos em benefícios de 34 mil aposentados da Contag, uma das entidades investigadas. Ele explicou ainda porque não levou em conta um parecer técnico contrário da própria procuradoria do INSS e que tinha aval do TCU para isso

O ex-presidente do INSS disse que adotou medidas para que todos os aposentados que tiveram descontos irregulares pudessem bloquear os repasses quando quisessem.

Mas as investigações mostram que o esquema prejudicou pessoas que seriam incapazes de autorizar as cobranças em seus benefícios e de interromper a roubalheira. Na entrevista à Folha de São Paulo, Alessandro Stefanutto também falou da relação com o ministro da Previdência, Carlos Lupi, e da própria demissão após o escândalo:

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Na Câmara dos Deputados, a oposição conseguiu as assinaturas necessárias e protocolou o pedido de abertura de uma CPI para investigar o roubo nas aposentadorias. Apesar da pressão, o presidente da Câmara, Hugo Motta, alegou que precisa avaliar uma fila de pedidos de CPIs para decidir quais comissões serão criadas.

O procurador federal Gilberto Waller Júnior será o novo presidente do INSS. A nomeação foi feita pelo presidente Lula e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Nessa quarta-feira (30), em pronunciamento em rede nacional sobre o Dia do Trabalhador, o presidente Lula falou pela primeira vez sobre o escândalo no INSS. Ele defendeu o ressarcimento das vítimas pelas associações envolvidas no esquema criminoso.

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