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TJAC e Iapen realizam oficina de Justiça Restaurativa na penitenciária feminina de Rio Branco

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As práticas restaurativas promovem a escuta, o diálogo e a reconstrução de trajetórias interrompidas pelo crime

Para que se haja justiça deve haver a promoção de direitos. É com esse objetivo que o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em parceria com o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) tem realizado oficinas de práticas restaurativas para reeducandas em Rio Branco.

As atividades visam a reintegração das pessoas privadas de liberdade. “A proposta é pacificar as relações, trabalhar as dores e as questões. A Justiça Restaurativa chega com uma política que promove uma transformação social em espaços de privação de liberdade”, destacou Andreia Brito, juíza da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas.

Nessa semana, a juíza federal e integrante do Comitê Gestor da Justiça Restaurativa do CNJ, Katia Roncada, acompanhou a atividade na penitenciária feminina de Rio Branco. A magistrada afirmou  que momentos como este podem levar a mudanças significativas na vida das detentas. “Estimular a vida a partir desses valores pode trazer mudanças muito significativas. Olhando para cada um como um ser humano, que pode, sim, ter errado, mas que pode reconstruir a sua vida, pode sair daqui com muitas esperanças, porque o que nós queremos é que as pessoas tenham a oportunidade de sair e serem acolhidas pela sociedade”, declarou.

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Mais do que punir, a Justiça Restaurativa propõe escutar, compreender e transformar conflitos. Oferecer práticas restaurativas no sistema prisional representa o investimento na humanização da justiça e na verdadeira ressocialização. “Não é só para o momento em que elas estão vivendo ali, enquanto privadas de liberdade, mas é um aprendizado para toda uma vida”, ressalta Ingrid Suárez, chefe de Departamento de Assistência e Saúde do Iapen.

A reeducanda J. L. N. disse que se sente acolhida durante as oficinas: “esse momento que a gente tem com esse projeto é muito importante, porque nos sentimos acolhidas, abraçadas. Vemos que não é o fim para nós, que aqui está sendo o começo de uma nova história. O passado, os erros que cometemos estão nos ensinando a viver uma nova vida. Precisamos ter dignidade para quando chegar lá fora dar uma boa vida para nossos filhos”.

O presidente do Iapen, Marcos Frank Costa, enfatizou a importância da ressocialização. “Nosso trabalho tem se pautado nessa diretriz. Quando nós desenvolvemos o projeto, é porque acreditamos nele. Quando nós empregamos recurso, acreditamos que aquele projeto vai dar certo. Então, acreditamos na recuperação de cada uma”.

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Paloma Graf, facilitadora da formação para as mulheres privadas de liberdade, compartilhou sua perspectiva sobre essa experiência na capital acreana: “o trabalho desenvolvido aqui foi surreal! Acho que foi a experiência mais impactante da minha vida, não só profissionalmente, como pessoalmente, justamente por ter a oportunidade de conhecer as histórias delas, fazer essa troca, aprender e entender que esse processo foi coletivo”.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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