O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), teve participação direta na nomeação de Caio Mário Trivellato para o cargo de diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), segundo reportagem da revista Veja. Trivellato está preso preventivamente desde a deflagração da Operação Rejeito, que investiga corrupção e favorecimento a mineradoras.
Liberação rápida de exploração
Ainda segundo a publicação, Trivellato autorizou, em tempo recorde, o pedido de exploração de uma área de 313 hectares em Nova Lacerda (MT), feita pela mineradora G3, empresa registrada em nome do irmão e das duas filhas de Fávaro. A aprovação ocorreu em apenas 17 dias e precedeu a venda da mineradora, formalizada quatro meses depois, enquanto os familiares ainda eram sócios e detinham 45% da empresa.
A G3 tinha potencial de produzir até 820 mil toneladas de minério de ouro, e a outra parte da sociedade pertencia ao desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, investigado por supostas irregularidades junto ao CNJ envolvendo mineração.
A atuação de Fávaro
De acordo com a reportagem, Fávaro assumiu a relatoria da nomeação de Trivellato em dezembro de 2023, substituindo o relator anterior subitamente. Ele apresentou parecer favorável apenas sete minutos após assumir o posto, pedindo urgência para a votação.
O ministro afirmou à revista que apenas interveio para “resolver um impasse político” e negou conhecer Trivellato. Alegou ainda que a mineradora foi vendida posteriormente.
Operação Rejeito
A Operação Rejeito, deflagrada na semana passada, resultou na prisão de 22 pessoas, incluindo Trivellato, que é suspeito de receber R$ 3 milhões em propina, além de integrar esquema de fraudes em documentos para favorecer mineradoras. Ele é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e contra a ordem econômica.
A defesa do ex-diretor nega irregularidades e busca reverter a prisão preventiva por meio de habeas corpus, até o momento sem sucesso.
Fonte: Revista Veja



























