A candidata a deputada estadual Rafaela Fávaro (PSD) entrou na campanha em defesa da reeleição do pai, o senador Carlos Fávaro (PSD), e aposta no reconhecimento pelo trabalho realizado em Mato Grosso para ampliar sua votação ao Senado.
Segundo Rafaela, a decisão de Fávaro de apoiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um estado de perfil mais conservador trouxe dificuldades políticas. Ela, porém, afirma que o senador manteve a postura mesmo diante da polarização.
“A gente está num momento tão polarizado e tão difícil, que as pessoas perdem até a educação para tratar com o outro. Você pensa diferente, mas não precisa xingar, agredir”, declarou.
Rafaela defende que os eleitores avaliem a atuação do pai independentemente de posicionamentos ideológicos. Ela cita recursos destinados ao Estado e afirma que Fávaro teria beneficiado municípios de diferentes grupos políticos.
“Ele foi o parlamentar que mais trouxe recursos para Mato Grosso, são mais de R$ 4 bilhões. Quando foi trazer esse recurso, não fez diferença, não olhou se o prefeito ou vereador era de partido A ou B”, afirmou.
Para a candidata, esse histórico pode pesar na escolha dos eleitores na reta final da campanha. “Eu acredito que vai ter um reconhecimento da população, tirando a ideologia de lado, olhando para o trabalho, para a entrega”, disse.
Indecisão
Rafaela também comentou o cenário da corrida pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado. Segundo pesquisas citadas no debate eleitoral, Mauro Mendes (União) e Janaina Riva (MDB) aparecem entre os nomes mais bem posicionados, enquanto Carlos Fávaro e José Medeiros (PL) estão próximos na disputa.
A candidata avalia que o resultado ainda está aberto devido ao número de eleitores que não definiram o voto. Para ela, a escolha deverá ser consolidada somente nos últimos dias antes da eleição.
“Eu acredito que isso vai se decidir mesmo nos últimos dias, quando as pessoas pararem para pensar, entender, olhar para a colinha e saber que vão ter dois votos para Senado”, afirmou.
Rafaela acrescentou que considera possível uma mudança no cenário até a votação, justamente pela quantidade de eleitores ainda indecisos.
























