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Odebrecht

Ricardo Martinelli responde por lavagem de dinheiro em processo que envolve obras estratégicas e pagamentos ilegais da construtora brasileira.

(COMBO) This combination of file pictures created on January 12, 2026 shows then Panama's President Juan Carlos Varela (L) waving at Casa Narino palace during his official visit to Bogota, Colombia on March 19, 2019; and then Panama's President Ricardo Martinelli waving at the Moncloa Palace in Madrid on May 28, 2014. Martinelli, granted asylum in Colombia, and about 20 others went on trial for allegedly laundering Odebrecht bribes on January 12, 2026 in a hearing, delayed five times, at Panama’s Supreme Court. Varela and Martinelli’s sons also face charges but will be tried later by the Supreme Court due to parliamentary immunity. (Photo by Raul ARBOLEDA and GERARD JULIEN / AFP)

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O Panamá iniciou, nesta segunda-feira (12), o julgamento do ex-presidente Ricardo Martinelli, atualmente exilado na Colômbia, e de cerca de vinte réus por suposta lavagem de dinheiro. O caso envolve recursos oriundos de propinas pagas pela Odebrecht para obtenção de contratos públicos no país.

A construtora admitiu em 2016, em tribunal dos Estados Unidos, o pagamento de mais de 788 milhões de dólares em subornos, sobretudo na América Latina. No Panamá, a empresa reconheceu 59 milhões de dólares em propinas durante o governo Martinelli, ligadas a obras como o metrô, a rodovia costeira e a expansão do aeroporto.

Ao chegar ao tribunal, a promotora anticorrupção Ruth Morcillo afirmou: “O Ministério Público está preparado e apresentará sua acusação para a condenação dos réus por lavagem de dinheiro”. Segundo a acusação, ordens de pagamento da Odebrecht teriam beneficiado Martinelli como destinatário final, com “pleno conhecimento da procedência ilícita”.

Martinelli, que acompanha a audiência de forma virtual, enfrenta pedido de pena de 12 anos. Sua defesa nega irregularidades e sustenta motivação política. À AFP, o advogado Carlos Carrillo declarou: “Uma série de garantias processuais foram violadas em uma tentativa de condená-lo acima da lei. Este caso é inteiramente político”.

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O processo sofreu cinco adiamentos por trâmites legais e também alcança outras figuras políticas. O ex-presidente Juan Carlos Varela e dois filhos de Martinelli são citados, mas terão julgamento separado pela Suprema Corte, devido à imunidade parlamentar. Ambos, assim como Martinelli, estão proibidos de entrar nos Estados Unidos.

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