A recente aparição do ex-governador Mauro Mendes em Sinop reacendeu a polêmica em torno do apelido “Mauro Melancia” — termo usado por conservadores para descrever políticos “verdes por fora, mas vermelhos por dentro”. Segundo relatos de presentes, o ex-gestor e a ex-primeira-dama Virginia Mendes teriam passado boa parte do evento em uma busca persistente por um registro ao lado do senador Flávio Bolsonaro. A cena, descrita por críticos como um esforço desmedido para garantir uma “fotinha” de campanha, contrastou com a trajetória de Mendes, que no passado militou no PSB e subiu em palanques de figuras como Lula, Dilma e Marina Silva, alimentando acusações de oportunismo eleitoral.
Apesar do empenho do casal em demonstrar alinhamento com o clã Bolsonaro, o clima em Sinop não foi de entusiasmo. O casal Mendes, recém-saído do governo, foi recebido com visível frieza tanto pela população local quanto pelos grupos bolsonaristas mais orgânicos, que parecem não ter esquecido o histórico de esquerda do ex-governador. Para os opositores, a tentativa de se vender como parte do “time de Flávio” soou artificial e não encontrou eco na base direitista da região, que manteve a distância e reforçou o ceticismo sobre a súbita conversão ideológica do político.


























