O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que a aproximação de Wellington Fagundes (PL) com o MDB contribuiu para a derrota do senador na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Para Abilio, a sigla carrega uma imagem negativa no Estado e representa grupos tradicionais da política mato-grossense.
“O MDB não traz prosperidade, não avança, não desenvolve aqui no estado de Mato Grosso. O MDB é um símbolo muito ruim para o estado de Mato Grosso”, afirmou.
A declaração foi dada na noite deste domingo (4), após a confirmação do resultado das urnas. Segundo Abilio, ele próprio havia aconselhado Wellington a evitar uma aproximação com o partido durante a campanha.
“Eu acredito que esteve em relação com a aproximação com o MDB, coisa que eu já tinha dito. Falei: ‘olha, não se aproxime do MDB’”, relatou.
Críticas a nomes tradicionais
Abilio também relacionou o MDB a figuras que tiveram protagonismo na política de Mato Grosso nas últimas décadas. Ao citar os grupos que, na visão dele, contribuíram para a imagem negativa da legenda, mencionou o ex-governador Silval Barbosa, a família Riva, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e o ex-deputado federal Carlos Bezerra.
“O MDB é um símbolo do Silval Barbosa, o MDB é um símbolo de tantos e tantos problemas que tiveram aqui, família Riva e tudo mais. Emanuel Pinheiro, Família Riva, Bezerra e tudo mais”, declarou.
Na avaliação do prefeito, a associação com esses grupos pode ter pesado eleitoralmente. Ele ainda aproveitou para aconselhar outros políticos a não escolherem a legenda como caminho para futuras disputas.
“Então, olha, gente, você quer se aventurar na política? Não se aventure pelo MDB. Busque outro caminho”, disse.
Wellington ficou em segundo
Candidato ao Governo pelo PL, Wellington Fagundes terminou a eleição em segundo lugar, com 430.442 votos, correspondentes a 23,19% dos votos válidos. Otaviano Pivetta (Republicanos) venceu a disputa no primeiro turno, com 1.128.099 votos, ou 60,77%.
Apesar da derrota, Wellington continuará exercendo o mandato de senador. Ele foi eleito para o Senado em 2022 e sua cadeira não estava em disputa nesta eleição, com mandato previsto até janeiro de 2031.
A disputa também terminou com a derrota de Janaina Riva (MDB) na corrida pelo Senado. As duas vagas foram conquistadas por Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL).





















