Os depoimentos do pai e da madrasta de Gustavo Veloso, de 3 anos, revelam versões dadas à polícia sobre a morte da criança, encontrada sem vida com sinais de violência em agosto, em Palmas (TO).
Igor Veloso afirmou que estava com o menino na piscina e que se distraiu ao mexer no celular. Segundo ele, Gustavo teria se afogado e depois foi colocado para dormir.
A versão, porém, foi contrariada pelo laudo do Instituto Médico Legal (IML), que descartou afogamento e apontou múltiplas lesões, hemorragia interna e laceração intestinal, descrevendo sinais de crueldade.
A madrasta, Kathellen Moreira, também prestou depoimento e afirmou que viu Gustavo deitado pela manhã, mas disse não ter percebido que havia algo errado com a criança.
Após encontrarem contradições nas versões apresentadas e receberem o resultado da perícia, os investigadores passaram a tratar o caso como homicídio. Pai e madrasta estão presos preventivamente desde 5 de agosto e são investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura.
O inquérito ainda está em andamento e o Ministério Público do Tocantins informou que aguarda a conclusão das investigações antes de decidir sobre eventual denúncia.

























