Uma corretora de imóveis foi presa sob acusação de assassinar uma mulher com mais de 100 facadas em um crime ocorrido há 14 anos, na cidade de Arlington, no Texas (EUA). Mayra Velasquez, de 42 anos, foi detida na última sexta-feira (17) e apontada como responsável pela morte de Irasema Chavez, de 32 anos, encontrada sem vida em seu apartamento em janeiro de 2012.
Na época do crime, os investigadores não encontraram sinais de arrombamento na residência, o que levantou a hipótese de que a vítima conhecia o autor do homicídio ou permitiu sua entrada voluntariamente. Câmeras de segurança registraram uma pessoa usando roupas largas e moletom com capuz chegando ao apartamento na noite anterior ao assassinato e sendo autorizada a entrar.
Embora os peritos tenham encontrado vestígios de sangue que não pertenciam à vítima, os exames de DNA realizados na época não identificaram nenhum suspeito. Em 2016, o material genético foi encaminhado para análises mais avançadas, capazes de estimar características físicas do possível autor, mas o caso permaneceu sem solução.
As investigações foram retomadas em 2024, quando a Polícia de Arlington passou a atuar em conjunto com o FBI utilizando a técnica de Genealogia Genética Investigativa (IGG), que cruza perfis de DNA com bancos de dados genealógicos públicos e árvores familiares.
Após cerca de dois anos de novas diligências, os investigadores obtiveram uma pista considerada decisiva e reuniram elementos suficientes para solicitar o mandado de prisão contra Mayra Velasquez. As autoridades, no entanto, não divulgaram quais provas complementares levaram à identificação da suspeita, nem informaram se ela tinha algum vínculo com a vítima.
Segundo a imprensa norte-americana, após o crime Mayra continuou levando uma vida aparentemente normal, realizando viagens para destinos como Peru, México, Paris, Londres, Nova York e Disney World, até ser presa pelo homicídio ocorrido em 2012.




























