O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve visitar Mato Grosso para participar do lançamento oficial de sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (15), Medeiros disse que ainda não há data definida para a agenda, mas a expectativa é que a visita ocorra após o Carnaval.
“Existe, sim, a expectativa de ele vir a Mato Grosso. Não há data marcada, até porque tudo deve acontecer depois do Carnaval. Mas a ideia é que ele esteja presente no lançamento da minha pré-candidatura, e estamos dialogando sobre isso”, declarou o parlamentar.
Na avaliação de Medeiros, a eleição para o Senado em Mato Grosso terá repercussão nacional e deve assumir caráter de plebiscito político, especialmente em relação ao futuro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, enfrenta perseguição política.
“O Mato Grosso deu mais de 60% dos votos ao presidente Jair Bolsonaro. Hoje, ele está preso por causa do pensamento de boa parte dos partidos desses pré-candidatos. Quem mantém Jair Bolsonaro preso são partidos como PSD, MDB e outros do Centrão”, afirmou.
O deputado também fez um alerta sobre a correlação de forças no Congresso Nacional. Segundo ele, caso a direita não conquiste o maior número possível de cadeiras no Senado, o país corre o risco de avançar para um cenário de concentração excessiva de poder. “Se não fizermos o maior número de cadeiras no Senado, vamos caminhar para uma espécie de venezuelização do Brasil, com poucos ministros mandando em tudo e o restante de cabeça baixa”, disse.
Sobre o cenário eleitoral, Medeiros reconheceu que a disputa será acirrada. Além dele, aparecem como possíveis concorrentes o governador Mauro Mendes (União), a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (DC).
Apesar de afirmar que os adversários também se colocam como representantes da direita, Medeiros lançou um desafio público. “Não vou fulanizar ninguém, mas deixo um desafio: que os pré-candidatos protocolizem ainda hoje um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado”, concluiu.



























