O secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou nesta terça-feira (9) que Mato Grosso deixou de receber cerca de R$ 500 milhões por ano para a área da saúde devido à queda nos repasses do Governo Federal. Segundo ele, a redução ocorre desde 2019, quando o país era governado por Jair Bolsonaro (PL).
Naquele ano, explicou Gallo, o Estado recebia 17% de todo o orçamento federal destinado à saúde pública. Atualmente, essa participação caiu para apenas 6%.
“Nós perdemos cerca de 10 pontos percentuais. Se estivéssemos na mesma proporção de 2019, Mato Grosso deveria receber R$ 1 bilhão por ano, o dobro do que recebe hoje”, disse.
Hoje, o repasse da União é de aproximadamente R$ 500 milhões, valor que, segundo o secretário, está muito abaixo da necessidade real do sistema estadual.
Gallo criticou duramente a postura da União:
“O Governo Federal virou as costas para a saúde de Mato Grosso. Quem sustenta o sistema hoje é o Governo do Estado, com o apoio da Assembleia Legislativa e dos mato-grossenses”, afirmou.
Mesmo diante da redução nos recursos, Gallo destacou que Mato Grosso tem intensificado os investimentos próprios em saúde. Ele citou construções e ampliações em quatro hospitais no interior, além do avanço das obras do Hospital Central, em Cuiabá.
O secretário também mencionou o aporte de mais de R$ 150 milhões no Hospital Universitário Júlio Müller, localizado na estrada para Santo Antônio.
Somente neste ano, os investimentos estaduais devem chegar a R$ 800 milhões.
Segundo Gallo, porém, trata-se de um ciclo de gastos que não se repete continuamente:
“São obras estruturantes, que impactam momentaneamente o orçamento, mas não se tornam despesas permanentes”, explicou.





























