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Transparência

TCE-MS livra Flávio Kayatt de multas e ‘enterra’ processo por irregularidade em Ponta Porã

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Com o conselheiro Waldir Neves — denunciado por  — como relator, o TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de ) acatou recurso para livrar seu próprio presidente, Flávio Kayatt, de irregularidades em contrato durante sua gestão, em 2011, como prefeito de  pelo  — de 2005 a 2012.

Inicialmente, a Corte de Contas havia proferido acórdão, em 2016, um ano antes de Kayatt ser nomeado conselheiro, declarando irregular a aditivação de contrato da Prefeitura de Ponta Porã com a agência de publicidade MV Comunicação e Planejamento.

Com isso, a Corte havia determinado a devolução de R$ 44.976,62 aos cofres públicos, mais multas que somavam cerca de R$ 6,9 mil. O único valor pago por Kayatt foi em 2019, ao aderir a Refis do TCE para quitar parte de uma multa, de 100 Uferms, que equivalia a cerca de R$ 2,9 mil na época.

O processo ocorreu em sessão virtual, ou seja, não foi levada a plenário.

Assim, por unanimidade, o TCE-MS, com exceção do próprio presidente que é parte no processo, excluiu todas as condenações, livrou Kayatt das multas e da devolução e, por fim, arquivou o processo.

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Inclusive, o nome de Kayatt aparece na decisão como o presidente da sessão que livrou ele mesmo de condenação administrativa.

Kayatt mais que dobrou valor do contrato

Flávio Kayatt foi prefeito de Ponta Porã de 2005 a 2012. (Reprodução)

Conforme consta na decisão do TCE-MS, de 2016 — um ano antes de Kayatt assumir cargo no TCE-MS —, por unanimidade, foi declarada a irregularidade na execução financeira dos termos aditivos, no processo que estava sob relatoria de Ronaldo Chadid, atualmente afastado e réu por lavagem de dinheiro.

Na época, o voto do relator apresentou o caso, informando que o município de Ponta Porã formalizou o contrato com a empresa de pequeno porte, no valor inicial de R$ 1.080.000,00.

Depois, Kayatt turbinou o contrato, que resultou em gastos na monta de R$ 2.364.255,32.

No entanto, a equipe técnica do TCE-MS verificou algumas irregularidades nos aditivos feitos pelo então prefeito Kayatt. “Ausência de justificativa para realização dos aditamentos; desconto indevido de 5%, gerando prejuízo ao erário; inconsistência no parecer jurídico para celebração dos aditamentos, dentre outras, que o procedimento estava em dissonância com as normas de licitações, contratações públicas e de direito financeiro, desatendendo ao estatuído nas leis internas e externas”, diz trecho do acórdão.

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Então, o TCE-MS concluiu pela impugnação do valor pago indevidamente de R$ 44.976,62.

Quem aceitou o recurso foi o próprio Waldir Neves, em 2017, quando exercia o cargo de presidente da Corte.

A reportagem acionou Flávio Kayatt para se manifestar sobre o processo. As mensagens foram visualizadas, mas não obtivemos resposta. O espaço segue aberto para posicionamento.

Kayatt foi prefeito de Ponta Porã pela primeira vez, de 2005 a 2008, sendo reeleito até 2012, pelo PSDB. Foi eleito em 2014 deputado estadual, também pelo mesmo partido. Ainda no mandato, em 2017, assumiu o cargo de conselheiro do TCE-MS.

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