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Preso em investigação

Nilson Pedroso é suspeito de esquema de fraudes quando era diretor de compras na Prefeitura de Itaporã

Nilson havia assumido a secretaria em Corumbá em janeiro deste ano (Foto/Reprodução).

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O secretário municipal de Governo e Gestão Estratégica de Corumbá, Nilson dos Santos Pedroso, foi exonerado do cargo, conforme portaria publicada no Diário Oficial do Município. O ato, assinado pelo prefeito Gabriel Alves de Oliveira, informa que a saída ocorreu a pedido do próprio funcionário.

Pedroso é advogado de formação e havia assumido a função  na prefeitura de Corumbá no dia 9 de janeiro deste ano. A exoneração foi publicada no Diário Oficial disponível à tarde, horas depois dele ter sido preso preventivamente durante a Operação Fake Cloud, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) após investigação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).

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A prisão de Pedroso está relacionada ao período em que o advogado era diretor de Compras da Prefeitura de Itaporã. Ele seria integrante de um esquema para direcionar contratos de fornecimento de sistemas de backup em nuvem desde 2022. A investigação apura o uso de editais com exigências técnicas criadas para restringir a concorrência e favorecer determinadas empresas.

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Os mandados de prisão foram expedidos pela Vara Única de Itaporã e cumpridos em Corumbá, Campo Grande e Itaporã.

Além de Nilson, também foram detidos George Willian de Oliveira, dono de empresa de tecnologia, e Lucas de Andrade Coutinho, que já foi preso em outra operação por corrupção, na Operação Turn Off, juntamente com o irmão, Sérgio Duarte Coutinho.

Após a prisão, Pedroso foi levado para audiência de custódia no plantão judicial em Campo Grande, sob responsabilidade do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos e Resgate a Assaltos e Sequestros). O advogado ainda não passou por audiência de custódia.

Esquema – Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a investigação constatou existência de um grupo criminoso estruturado que atua fraudando processos de contratações públicas por dispensa de licitação, voltados ao fornecimento de licença de sistemas de backup de dados em armazenamento em nuvem para a Prefeitura de Itaporã, desde 2022.

Após negociações ilícitas dos empresários com agentes públicos, diversos processos foram simulados e direcionados para beneficiar determinada empresa, mediante propostas fictícias e exigências técnicas previamente elaboradas para restringir a concorrência.

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Em conluio com os empresários, os agentes públicos forneciam informações privilegiadas e organizavam o procedimento fraudulento para beneficiar o grupo criminoso em troca de “vantagens indevidas”. Os investigados são suspeitos de organização criminosa, fraude em contratações públicas, corrupção ativa e corrupção passiva.

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