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Jogo do bicho em MS

Três denunciados terão HCs analisados a partir de 5 de fevereiro pelo TJMS

Operação Successione é um desdobramento da Omertà, que desmontou esquema de jogo do bicho em Campo Grande. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

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O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) marcou julgamento de habeas corpus de três denunciados por envolvimento com o jogo do bicho no Estado. Todos são investigados no contexto da Operação Successione, que apontou o Clã Razuk como chefe do esquema.

Conforme apurado pela reportagem, um dos envolvidos que tenta sair da prisão é o ex-chefe de gabinete do deputado estadual Neno Razuk (PL) — um dos líderes do jogo do bicho, segundo o Gaeco —, Marco Aurélio Horta.

A defesa do investigado é representada pelo advogado criminalista Thiago Bunning. “Esperamos que a prisão seja substituída por medidas cautelares diversas. A situação dele é completamente diferente a de outros corréus que foram presos. Ele não foi investigado nem denunciado nas outras fases da Operação. Ele era assessor parlamentar e já foi exonerado. É primário e tem todas condições pessoais favoráveis”, disse ao Jornal Midiamax.

A 1ª Câmara Criminal do TJMS também irá avaliar pedidos feitos pelo advogado Rhiad Abdulahad e pelo empresário William Ribeiro de Oliveira.

Todos tiveram HCs negados liminarmente pelo relator, desembargador Jonas Hass Silva Júnior. Agora, o pedido será julgado pelos demais membros do colegiado, os desembargadores Emerson Cafure, Elizabete Anache e Lucio Raimundo da Silveira.

‘Ponte’ do jogo do bicho

Marco Aurélio Horta. (Divulgação, Alems)

As investigações do Gaeco afirmam que Marco Aurélio Horta seria uma “ponte” para o esquema do jogo do bicho. Assim, quebra de sigilo telefônico revelou que Horta teria cedido sua conta bancária para que Neno — apontado como líder operacional do grupo criminoso — repassasse valores a José Eduardo Abdulahad, o Zeizo, que está foragido.

Após a prisão, Horta foi exonerado do cargo.

Advogado assumiu lugar do pai no esquema

José Eduardo Abdulah (de amarelo) e Rhiad em encontro de família, anos atrás. (Reprodução, Redes Sociais)

Seguindo o mesmo padrão de “negócio familiar” no jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, o advogado Rhiad Abdulahad, preso na última fase da Operação Successione, deflagrada em novembro, assumiu posto de liderança em organização criminosa que tentava comandar a contravenção no Estado, conforme apontou investigação do Gaeco.

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Na decisão da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias de Campo Grande, obtida pelo Jornal Midiamax, os promotores citam a passagem de bastão de José Eduardo Abdulahad, o Zeizo, ao filho, Rhiad.

José Eduardo foi alvo de mandado de prisão na primeira fase da Successione, em dezembro de 2023. Entretanto, não foi encontrado e segue foragido.

Isso porque o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019. Desta vez, o clã seria o Razuk.

O inquérito do Gaeco traz que Rhiad “assumiu o posto de articulação e comando após a deflagração da Operação Successione, atuando para abertura de novas frentes de atuação”. Ele desempenhou as funções que eram do pai.

Empresário tentou ‘tomar’ o jogo do bicho em Goiás

O empresário Willian Ribeiro de Oliveira foi apontado pela Promotoria de Justiça como nome de confiança da família de Roberto Razuk em Goiás. Com influência política, ele recebeu a tarefa de estudar a operação do jogo do bicho para os Razuk tentarem expandir a própria atividade.

O Gaeco afirma que Wiliam teria “batido de frente” com o poderoso grupo do famoso bicheiro Carlinhos Cachoeira, que foi personagem de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso Nacional, em 2012.

Gaeco deflagra quarta fase da Operação Successione

neo razuk successione
Rafael, Jorge e Neno, em pé; Roberto Razuk, sentado. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Veja a lista completa de alvos:

  1. Roberto Razuk, empresário e ex-deputado estadual
  2. Rafael Godoy Razuk, filho de Roberto
  3. Jorge Razuk Neto, filho de Roberto
  4. Sérgio Donizete Balthazar, empresário
  5. Flávio Henrique Espíndola Figueiredo
  6. Jonathan Gimenez Grance (‘Cabeça’), empresário
  7. Samuel Ozório Júnior, comerciante
  8. Odair da Silva Machado (‘Gaúcho’)
  9. Gerson Chahuan Tobji
  10. Marco Aurélio Horta, chefe de gabinete de Neno Razuk
  11. Anderson Lima Gonçalves, sargento da Polícia Militar de MS
  12. Paulo Roberto Franco Ferreira
  13. Anderson Alberto Gaúna
  14. Willian Ribeiro de Oliveira, empresário
  15. Marcelo Tadeu Cabral, empresário e suplente de vereador em Corumbá
  16. Franklin Gandra Belga
  17. Jean Cardoso Cavalini
  18. Paulo do Carmo Sgrinholi
  19. Willian Augusto Lopes Sgrinholi
  20. Rhiad Abdulahad, advogado
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No dia 25 de novembro de 2025, o Gaeco/MPMS deflagrou a quarta fase da Operação Successione, contra uma organização criminosa que explora jogos ilegais.

Foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã. Alvos também foram identificados no Paraná, em Goiás e no Rio Grande do Sul.

Em dezembro de 2023, o Gaeco identificou que o grupo tentou assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande, após a derrocada da família Name na Operação Omertà, em dezembro de 2019.

O deputado estadual Neno Razuk (PL) — filho de Roberto Razuk — é apontado pelos promotores como líder da organização criminosa que contava com policiais militares como ‘gerentes’ do grupo que controlava o jogo do bicho no Estado.

Os mandados foram cumpridos em endereços dos pais de Neno, do chefe de gabinete dele e de Rhiad.

Roberto Razuk foi apontado pelo Gaeco como antigo chefe da operação do jogo do bicho na região sul do Estado. Até a década de 1990, o esquema em todo o Mato Grosso do Sul era liderado por Fahd Jamil, também alvo da Successione em fases anteriores.

Fahd deixou o comando da organização criminosa e dividiu a operação em duas frentes: a região de Campo Grande ficou com Jamil Name e a região de Dourados e Ponta Porã passou para Roberto Razuk. O antigo líder ficou distante, mas manteve influência, como mostrou reportagem da revista Piauí, em dezembro de 2024

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