A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva de Antônio Lima Ohara, de 73 anos, suspeito de matar a esposa, Rosana Candia Ohara, de 62 anos, a pauladas. O crime aconteceu no último fim de semana, em Corumbá.
Conforme o relato de testemunhas à polícia, Antônio chegou a sorrir enquanto desferia os golpes e via a esposa agonizar. Um vizinho, que presenciou a ação e escutou os gritos, tentou interferir, mas não conseguiu evitar o crime.
Durante a audiência de custódia, o suspeito afirmou que foi machucado durante a prisão por causa do uso excessivo de força pelos policiais. Antes de ser encaminhado ao Estabelecimento Prisional Masculino de Corumbá, ele passará por exame de corpo de delito.
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Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo marido Antônio Lima Ohara, de 73 anos. — Foto: Redes sociais
Momento da prisão
De acordo com o registro policial, mesmo após o vizinho dizer que chamaria a polícia, Antônio continuou agredindo Rosana.
Antes de fugir, o suspeito ameaçou a testemunha, dizendo que se fosse preso voltaria para matá-lo. Antônio foi localizado na casa de um irmão e chegou a desobedecer a ordem policial.
“Eu vou tomar um chá de camomila primeiro”, disse aos agentes.
Durante a prisão, ele voltou a fazer ameaças dessa vez aos militares. “Vocês vão ver! Sou parente do prefeito, vou acabar com a carreira de vocês.”
Prefeitura repudia crime
Em nota oficial, o prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, manifestou repúdio ao feminicídio e classificou o crime como “inaceitável”.
O chefe do Executivo municipal se solidarizou com familiares e amigos da vítima e destacou que “nenhuma forma de violência pode ser tolerada, especialmente no âmbito das relações afetivas e familiares”.
“A morte de uma mulher em razão do gênero é uma tragédia que atinge toda a sociedade. É dever do poder público e da comunidade agir para prevenir, denunciar e combater a violência contra a mulher”, afirmou.
Veja a nota na íntegra:
“O prefeito de Corumbá, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, manifestou repúdio ao feminicídio ocorrido no município, que teve como vítima uma mulher morta pelo ex-companheiro, conforme noticiado pela imprensa local. Dr. Gabriel classificou o crime como “inaceitável” e afirmou que o caso evidencia “a gravidade da violência de gênero e a necessidade de enfrentamento permanente desse tipo de crime”, além de representar uma “violação aos direitos humanos e à dignidade das mulheres”.
O chefe do Executivo Municipal se solidarizou com familiares e amigos da vítima e destacou que “nenhuma forma de violência pode ser tolerada, especialmente no âmbito das relações afetivas e familiares”.
“A morte de uma mulher em razão do gênero é uma tragédia que atinge toda a sociedade. É dever do poder público e da comunidade agir para prevenir, denunciar e combater a violência contra a mulher”, afirmou.
A Prefeitura mantém ações voltadas ao acolhimento de mulheres em situação de violência e ao fortalecimento da rede de proteção, em articulação com órgãos de segurança pública e de assistência social.
Dr. Gabriel ressaltou a importância da denúncia de ameaças e agressões aos canais oficiais e reafirmou o compromisso de sua gestão com políticas públicas de prevenção, com a promoção da igualdade de gênero e com o combate a todas as formas de violência contra a mulher”./i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/S/emLqMJRqazGOqTAf1NqA/whatsapp-image-2026-01-25-at-09.20.31-1-.jpeg)
Cena do crime em Corumbá. — Foto: Reprodução
Segundo feminicídio
Esse é o segundo caso de feminicídio registrado em 2026. O primeiro aconteceu na aldeia Damakue, em Bela Vista, no dia 16 de janeiro.
Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, João Fernando Viegas, de 51anos. Segundo a Polícia Militar, a equipe foi chamada para verificar um possível homicídio e encontrou os dois corpos já sem vida. Ao lado deles havia uma espingarda.

























