Cinco homens começaram a ser julgados nesta segunda-feira no Tribunal do Júri, no Fórum de Planaltina, acusados de envolvimento na maior chacina já registrada no Distrito Federal. O caso envolve o assassinato de dez pessoas da mesma família, em uma sequência de crimes que inclui sequestros, extorsões e ocultação de cadáveres.
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), os réus teriam se associado entre outubro de 2022 e janeiro de 2023 para tomar posse de uma chácara no Itapoã e obter dinheiro das vítimas. A acusação aponta que o plano inicial previa matar o proprietário do imóvel e sequestrar familiares para acessar valores e bens.
De acordo com a denúncia, as vítimas foram rendidas, mantidas em cativeiro e obrigadas a fornecer senhas bancárias. Em seguida, outras pessoas da mesma família foram atraídas para emboscadas, ampliando o número de sequestrados. O grupo teria utilizado celulares das vítimas para enganar parentes e facilitar novos crimes.
A investigação sustenta que os assassinatos ocorreram em diferentes locais, com vítimas sendo mortas por estrangulamento ou facadas. Parte dos corpos foi queimada ou escondida, em uma tentativa de dificultar a ação das autoridades. Crianças também estão entre as vítimas, o que aumentou a repercussão do caso.
Ainda conforme o MP, os crimes teriam sido cometidos de forma planejada e com divisão de tarefas entre os envolvidos. Em determinado momento, um dos acusados teria se afastado do grupo após um desentendimento, enquanto os demais seguiram com as execuções.
Os réus respondem por uma série de crimes, incluindo homicídio qualificado, extorsão, sequestro, roubo e ocultação de cadáver. O julgamento deve analisar a participação individual de cada acusado em um dos episódios mais brutais já registrados no Distrito Federal, levantou O GLOBO.



























