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VIOLÊNCIA E MISOGINIA

MP investiga ranking de “mulheres estupráveis” criado por alunos de Direito da UFMT

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O Ministério Público de Mato Grosso, por meio da promotora Claire Vogel Dutra, instaurou um procedimento administrativo nesta quarta-feira (6) para investigar uma denúncia estarrecedora: a criação de um ranking classificando alunas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) como “mais estupráveis”. A investigação foca em mensagens vazadas de grupos de aplicativos atribuídas a estudantes do curso de Direito de Cuiabá.

Nas conversas, que circulam entre o corpo discente, os autores sugerem explicitamente a elaboração da lista e comentam sobre a quantidade de mulheres em diferentes cursos, em um tom de incentivo direto à violência sexual e misoginia extrema.

A promotora determinou que a reitoria da UFMT, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Centro Acadêmico de Direito (CADI) apresentem informações e provas em até cinco dias. O caso gerou uma onda de indignação no campus, levando o CADI e o DCE a emitirem notas de repúdio classificando o conteúdo como uma manifestação explícita de “intenção de molestar estudantes”. Em resposta institucional, a UFMT confirmou o afastamento preventivo de um aluno do primeiro ano de Direito e a abertura de um processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades e aplicar as punições cabíveis aos envolvidos.

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A decisão do MP-MT reforça que a conduta dos estudantes ultrapassa os limites da esfera acadêmica, podendo configurar crimes graves de incitação ao estupro e violência contra a mulher. A UFMT reiterou seu “compromisso inegociável” com a segurança e o respeito aos direitos humanos, repudiando qualquer tentativa de naturalização da violência de gênero.

Enquanto as investigações avançam, as vítimas e o movimento estudantil cobram punições exemplares e medidas de acolhimento para as mulheres citadas ou ameaçadas pelo conteúdo das mensagens.

Fonte Folhamax

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