O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou explicações ao Exército sobre supostas visitas não autorizadas ao general Walter Braga Netto, que está preso em uma unidade militar no Rio de Janeiro. A cobrança foi feita após o recebimento de um relatório que indicaria irregularidades no acesso ao detento.
De acordo com o documento enviado ao STF, as visitas ao general deveriam ocorrer apenas às terças-feiras, quintas-feiras e domingos, entre 14h e 16h, com limite de três pessoas por vez. No entanto, o relatório aponta que Braga Netto teria recebido visitantes em dias fora do cronograma estabelecido.
Entre as ocorrências mencionadas estão visitas registradas em uma segunda-feira, além de encontros com familiares em uma sexta-feira e um sábado. Também foi citada a realização de assistência religiosa em uma quarta-feira, sem autorização judicial prévia, o que levou Moraes a pedir esclarecimentos formais ao comando responsável pela custódia.
Um dos casos destacados envolve a entrada de um general da reserva que, segundo o relatório, não estava autorizado a visitar o preso naquele momento. O ministro quer que o Exército explique como essas visitas ocorreram e se houve descumprimento das regras definidas para a custódia.
Braga Netto cumpre pena em uma instalação do Exército após condenação relacionada a uma trama golpista investigada pela Justiça brasileira, e seu regime de visitas é monitorado pelo STF.


























