O avanço do caso Banco Master sobre nomes próximos ao governo já era tratado como possibilidade no entorno de Lula. Auxiliares afirmam que o presidente vinha sendo alertado sobre o risco de a investigação alcançar aliados, especialmente ligados à Bahia.
Nesta quinta-feira (18), a Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Compliance Zero, com mandados que envolvem o senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado. A apuração investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nos bastidores, Lula teria adotado o discurso de que a PF deve trabalhar com autonomia e que qualquer suspeito precisa se explicar. A resposta segue a mesma linha usada pelo presidente ao comentar menções a seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, no escândalo do INSS.
Aliados dizem que Lula chegou a conversar com Wagner sobre o caso. O senador, velho amigo do presidente, teria negado envolvimento direto com as fraudes financeiras investigadas e buscado tranquilizar o Planalto.
A operação, porém, deve gerar desgaste político para o governo e reduzir a vantagem que Lula tentava explorar contra Flávio Bolsonaro no caso Master. Agora, com o líder do governo citado no avanço das apurações, o Planalto também passa a ser cobrado por explicações, apontou a Folha.


























