O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação contra o Brasil e outros 59 países por suspeitas de uso de trabalho forçado na produção de mercadorias destinadas ao mercado americano.
A medida foi divulgada na noite dessa quinta-feira (12) e será conduzida pela Office of the United States Trade Representative (USTR), órgão responsável pela política comercial do país.
A apuração tem como base a Seção 301 da Lei Comercial de 1974, instrumento que permite aos EUA reagirem a práticas consideradas desleais ou prejudiciais ao comércio internacional.
Entre os alvos da investigação estão também a Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia.
Analistas interpretam a decisão como mais um passo do presidente Donald Trump para retomar a estratégia de elevar tarifas de importação. A iniciativa surge após a Suprema Corte dos Estados Unidos barrar, em 2025, o pacote de sobretaxas que havia sido anunciado pela Casa Branca.
No caso brasileiro, o setor que pode sentir maior impacto é o agronegócio. Denúncias relacionadas a condições de trabalho análogas à escravidão em áreas rurais frequentemente aparecem em relatórios internacionais e podem ser usadas como justificativa para aumentar as tarifas sobre produtos agrícolas exportados para o mercado americano.
Caso isso ocorra, a medida também serviria como forma de proteger produtores dos EUA diante da concorrência estrangeira.
O Brasil já enfrenta outra investigação aberta com base na mesma legislação. Nesse procedimento, o governo americano analisa supostas práticas consideradas anticoncorrenciais.
As acusações abrangem desde questões ligadas ao comércio eletrônico até críticas à falta de ações mais efetivas contra pirataria e falsificação de produtos.





























