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Cartel da gasolina

A investigação foi iniciada com uma denúncia da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e reforçada por provas obtidas com escutas telefônicas

Brasília - Posto de combustíveis do DF vende gasolina com preço quase 40% menor no Dia da Liberdade de Impostos ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou, nesta quarta-feira (25), sete redes de postos de gasolina por formação de cartel no Distrito Federal e Entorno. As multas aplicadas somam mais de R$ 154,5 milhões, sendo R$ 149 milhões contra as empresas e outros R$ 5 milhões contra dez pessoas físicas.

A prática, segundo o Cade, consistia em acordos ilegais para fixação de preços de combustíveis, o que resultou em prejuízos diretos aos consumidores por anos.

A investigação foi iniciada com uma denúncia da Câmara Legislativa do DF (CLDF) e reforçada por provas obtidas com escutas telefônicas, buscas e apreensões na chamada Operação Dubai. A investigação se baseou ainda no acordo de colaboração firmado com a Rede Cascol, em 2017, que rendeu à época um Termo de Compromisso de Cessação (TCC).

Empresas condenadas

As redes punidas foram:

  • Gasolline

  • JB

  • Auto Shopping

  • Original

  • Posto Central

  • Jobral

  • Xavante

De acordo com o relator do caso no Cade, conselheiro Carlos Jacques, as provas são robustas e demonstram que os envolvidos atuaram de forma coordenada para manipular preços, o que fere diretamente os princípios da livre concorrência. “O Cade não tolera conluios que prejudiquem o consumidor e distorçam o mercado”, afirmou.

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Apesar da contundência das provas, algumas distribuidoras e revendedoras investigadas saíram impunes por “falta de provas”, segundo o órgão.

Ausência de fiscalização ativa

A formação de cartel entre postos de gasolina não é uma prática nova no DF, e especialistas alertam que a falta de ação preventiva e uma fiscalização mais estruturada alimentam um ciclo de impunidade.

Durante o julgamento, ficou claro que o cartel lesou o consumidor por anos com preços artificialmente elevados, e que a denúncia só avançou com a colaboração de um dos envolvidos.

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