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Pressionada, Damares não recuou e divulgou a lista oficial

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A senadora Damares Alves foi duramente criticada pelo pastor Silas Malafaia, notório por seus ataques agressivos, após afirmar que “grandes igrejas” e “grandes pastores” estariam envolvidos em fraudes contra aposentados do INSS. Malafaia a chamou de “linguaruda” e exigiu provas. Mas por que tanto incômodo com uma parlamentar investigando crimes contra idosos?

Pressionada, Damares não recuou e divulgou a lista oficial: pastor André Valadão (Lagoinha), igrejas Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo e outras instituições com convocações aprovadas pela CPMI. Expor esses nomes publicamente, mesmo enfrentando ataques pessoais, é um gesto significativo num país onde líderes religiosos raramente são questionados.

O que chama atenção é a intensidade da reação de Malafaia. As investigações são legais, as convocações foram aprovadas pela comissão. Então qual é exatamente o problema? Mais curioso ainda: por que um pastor que nem está sendo investigado se incomodou tanto com a transparência do processo? Depois que a lista foi divulgada, ele argumentou que são instituições “menores” — um raciocínio estranho, já que fraude contra aposentados é grave independentemente do tamanho da igreja.

Damares já denunciou as pressões que sofre para blindar certos líderes religiosos “porque os fiéis vão ficar tristes”. Enquanto isso, bilhões foram desviados de idosos vulneráveis através de empréstimos consignados fraudulentos. O relatório final da CPMI sai em fevereiro, mas a questão permanece: até quando permitiremos que instituições religiosas operem sem prestação de contas mesmo diante de indícios concretos de crimes?

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