Pesquisar
Close this search box.
CORONEL ASSIS

A Lei Antifacção mostra que Brasil começa a reagir ao crime organizado

publicidade

A aprovação do Projeto de Lei 5.582/25, conhecido como Lei Antifacção, é uma resposta concreta do Congresso Nacional, com aumento significativo de penas e maior rigor legislativo para punir participantes de organizações criminosas ou milícias.

Essa medida foi necessária diante de um cenário catastrófico vivido no país, onde 88 facções criminosas atuam e avançam em razão da lentidão e da brandura estatal no combate veemente a esses criminosos.

Com as facções tendo deixado de atuar apenas no tráfico de drogas e se transformado em estruturas complexas, com poder financeiro, presença nacional, domínio territorial e influência dentro do sistema prisional, não resta alternativa ao Estado senão agir de verdade, com repressão, inteligência e estratégia.

A Lei Antifacção tipifica como crime diversas condutas praticadas por organizações criminosas ou milícias privadas, com penas que vão de 20 a 40 anos de prisão para o chamado domínio social estruturado, algo que tem ocorrido de forma cada vez mais frequente em muitas cidades brasileiras e que, em geral, não acontece de maneira aleatória. Muitas vezes há o favorecimento de pessoas que nem sempre estão vinculadas diretamente à organização criminosa, mas cuja atuação é considerada estratégica para que os crimes se consolidem. Por essa razão, esse favorecimento passa a ser punido com reclusão de 12 a 20 anos.

Leia Também:  Canetas emagrecedoras e pancreatite: o que a ciência já sabe

Outro ponto fundamental é o isolamento prolongado de lideranças em presídios de segurança máxima. Hoje sabemos que muitas facções são comandadas de dentro das unidades prisionais. Ao limitar a comunicação e ampliar o tempo de permanência em presídios federais, o Estado começa a quebrar a cadeia de comando dessas organizações.

Também houve avanço no combate ao poder econômico do crime. A legislação fortaleceu o confisco ampliado de bens, permitindo a apreensão de patrimônio incompatível com renda lícita. Facção sem dinheiro perde capacidade de recrutar, comprar armas e expandir suas atividades.

Além disso, as novas medidas reforçam a integração entre forças de segurança e órgãos de inteligência, ampliando o compartilhamento de informações e fortalecendo o combate interestadual às organizações criminosas, que hoje atuam em rede em todo o território nacional.

Esses avanços representam uma mudança de postura, passando a tratar o crime organizado como uma verdadeira ameaça estrutural à ordem pública e à soberania do Estado.

Contudo, legislação forte é apenas o primeiro passo. O combate às facções exige continuidade, investimento em inteligência, fortalecimento das forças de segurança e, principalmente, firmeza política para enfrentar um problema que não se resolve com medidas superficiais.

Leia Também:  Pelo fim de inquéritos com duração indefinida

Como profissional da segurança pública, que por 30 anos dedicou sua vida a combater o crime, e como deputado federal, minha atuação no Congresso tem sido pautada por três compromissos claros: endurecer a legislação contra o crime organizado, defender melhores condições para nossas forças de segurança e garantir que o Estado volte a exercer sua autoridade onde hoje as facções tentam impor o medo.

Isso porque o Brasil não pode aceitar que organizações criminosas disputem poder com o Estado.

Cada avanço na lei é um passo para devolver tranquilidade às famílias, proteger o cidadão de bem e reafirmar que, neste país, quem manda é a lei, não as facções.

Coronel Assis é deputado federal por Mato Grosso e vice-líder da oposição na Câmara.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade