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Produção de café cresce 114% em Minas Gerais com apoio da ATeG e supera média nacional

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Baependi (MG) registra salto de produtividade no café arábica com assistência técnica do Senar

A produção de café em Baependi, no Sul de Minas Gerais, registrou um avanço expressivo após a atuação da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG). Em três anos, a produtividade média das lavouras acompanhadas passou de 15,08 sacas por hectare, em 2022, para 32,29 sacas por hectare em 2025 — um crescimento de 114,12%.

O desempenho supera a média nacional do café arábica, que foi de 24,1 sacas por hectare no mesmo período, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O trabalho é conduzido pelo técnico de campo Luiz Felipe Kraus, responsável pelo atendimento a 28 produtores que cultivam juntos 85,56 hectares na região.

Segundo ele, o resultado é fruto da combinação entre assistência técnica contínua e adesão dos produtores às recomendações de manejo. “A dedicação na prestação de serviços, somada à credibilidade da instituição e à confiança do produtor, que aplica novas tecnologias, faz toda a diferença”, afirma.

Manejo técnico e modernização elevam eficiência das lavouras de café

Entre as principais práticas adotadas com apoio da ATeG estão a adubação equilibrada, manejo correto do solo e das podas, análises frequentes de fertilidade, adequação do espaçamento e renovação de áreas produtivas mais antigas.

Além disso, o programa incentiva a troca de experiências entre produtores, o associativismo para redução de custos com insumos e a participação em eventos técnicos, como a Semana Internacional do Café (SIC) e o Cupping de Cafés Especiais do ATeG Café+Forte.

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De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Baependi, Sirlei Silvério, os avanços na produção também impactaram municípios vizinhos, como Aiuruoca e Alagoa, que passaram a ampliar seus investimentos na cafeicultura. O movimento, segundo ele, já representa um crescimento superior a 500% no número de pequenos produtores interessados na atividade.

O terroir das terras altas da Serra da Mantiqueira também contribui para o resultado, favorecendo cafés de bebida mais doce e de maior valor agregado, com potencial para o mercado de cafés especiais.

Qualidade e valorização: produtores conquistam premiações no mercado de cafés especiais

O impacto da assistência técnica também é visível na qualidade do produto final. O produtor Michel Lopes Maciel e sua família são exemplos da transformação promovida pelo programa.

A produção começou em 2020 com 1.500 pés de café. Após ingressar na ATeG em 2022, a propriedade passou por mudanças estruturais no manejo, colheita e beneficiamento.

Em 2025, a lavoura atingiu 5 mil pés, com produção de 50 sacas e reconhecimento em competições de qualidade. A família conquistou o 2º lugar na categoria Café Natural e o 2º lugar na classificação geral do 33º Concurso de Qualidade Minasul de Cafés Especiais, além de destaque no 9º Cupping ATeG Café + Forte, realizado durante a Semana Internacional do Café.

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Segundo Michel, o acompanhamento técnico foi decisivo para a evolução do negócio. “Se não fosse o ATeG, a gente não teria um café especial nem a produção que temos hoje”, destaca.

Sucessão familiar fortalece cafeicultura e garante continuidade no campo

Outro impacto relevante do programa é o fortalecimento da sucessão familiar nas propriedades rurais. Em Baependi, o processo já faz parte da realidade de diversas famílias atendidas.

Um dos exemplos é o da produtora Simone Vieira, cuja família cultiva café há mais de quatro décadas. Inicialmente conduzida pelos pais, a atividade hoje conta com a participação ativa de Simone, que assumiu a gestão da propriedade.

Além do café, a família também atua com produção de milho e criação de bovinos. A nova geração já demonstra interesse em seguir na atividade rural, como a filha Rafaela, de 14 anos.

A produtora projeta uma safra ainda mais forte em 2026, com expectativa de atingir 75 sacas por hectare, resultado atribuído ao acompanhamento técnico e à adoção de boas práticas de manejo.

Conclusão

O caso de Baependi reforça o papel da assistência técnica na transformação da cafeicultura mineira, com ganhos expressivos em produtividade, qualidade e gestão. O modelo adotado pela ATeG consolida um caminho de maior eficiência no campo e valorização do café brasileiro no mercado nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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