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INVESTIGAÇÃO FEDERAL

Dark Horse: Thiago Miranda, o making of dos milhões de dólares

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A investigação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o projeto cinematográfico Dark Horse passou a dar atenção especial a Thiago Miranda, apontado nos documentos e mensagens analisados pela Polícia Federal como um dos interlocutores entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo os elementos reunidos na investigação, Miranda teria participado das tratativas para obtenção de recursos destinados ao filme e recebido a proposta de uma comissão de 3% pela captação.

A Polícia Federal realizou buscas em imóveis ligados a Miranda e recolheu documentos, aparelhos eletrônicos e materiais relacionados a empresas. Parte da apuração agora busca identificar a origem e o destino dos valores envolvidos no projeto.

Entre as informações que chamam atenção estão empresas constituídas por Miranda nos Estados Unidos. Os investigadores poderão cruzar contratos, registros bancários, transferências e documentos societários para verificar se essas estruturas tiveram alguma participação na movimentação de recursos relacionados ao filme.

Mensagens

Conversas extraídas de dispositivos apreendidos mostram Miranda tratando diretamente com Vorcaro sobre encontros e assuntos relacionados ao projeto. Em uma das mensagens, ele afirma que precisava se reunir com o banqueiro e Flávio Bolsonaro e cita, entre os temas, “o filme do presidente” e o SBT.

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Em outro diálogo, aparece uma mensagem atribuída a Vorcaro com a determinação: “Tem que mandar 4mm USD agora”. A referência seria a US$ 4 milhões.

A partir desse valor, a investigação busca esclarecer se a quantia chegou a ser efetivamente transferida, qual teria sido a origem dos recursos, por quais contas ou empresas eles passaram e qual montante chegou à produção.

Estruturas no exterior

A documentação apreendida também pode ajudar a esclarecer o funcionamento das empresas mantidas por Miranda fora do Brasil. A apuração deverá verificar datas de abertura, contratos, movimentações bancárias e eventuais operações cambiais que tenham relação com o projeto.

Em outra frente da investigação, Miranda teria confirmado à autoridade policial que realizou pagamentos a influenciadores utilizando recursos provenientes da SUPER Empreendimentos e Participações, empresa ligada a Daniel Vorcaro.

A polícia também o identificou como um dos principais articuladores do chamado “Projeto DV”.

Com a análise do material apreendido, a PF poderá avançar na reconstrução das relações financeiras e empresariais envolvendo Vorcaro, Miranda e o projeto Dark Horse. O objetivo é identificar o percurso dos recursos e delimitar a participação de cada envolvido nas operações investigadas.

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