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REPLAY

Jogadores de futebol, assessor de vereador e advogada são presos em operação contra núcleo financeiro de WT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), a Operação Replay, nova fase das investigações contra o núcleo financeiro de uma organização criminosa que atua em diversos Estados. Entre os presos estão dois jogadores de futebol, um assessor parlamentar da Câmara Municipal de Cuiabá e uma advogada apontados como integrantes ou colaboradores da estrutura responsável pela movimentação financeira da facção.

Foram presos o jogador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”, o atleta Brunno Passos, o “Brunninho”, a advogada Dayane Karol Moreira e Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “WT”, apontado pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) como uma das principais lideranças financeiras do Comando Vermelho em Mato Grosso.

Brunno Passos também ocupa cargo comissionado de assessor parlamentar no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, na Câmara Municipal de Cuiabá. Conforme informações do Portal da Transparência, ele foi nomeado para a função em janeiro deste ano, com remuneração mensal de R$ 2.250.

Ao todo, a Operação Replay cumpre dez mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão, bloqueio de ativos financeiros, quebra de sigilo e medidas de indisponibilidade de bens contra 14 investigados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande, em Mato Grosso, além de Balneário Camboriú, Itapema, em Santa Catarina, e no Rio de Janeiro.

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Segundo a Polícia Civil, a Operação Replay é resultado do aprofundamento das investigações iniciadas nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A análise de dados telemáticos revelou que, mesmo após as fases anteriores, a organização criminosa manteve ativa sua estrutura financeira, utilizando operadores externos, contas bancárias de terceiros e patrimônio registrado em nomes de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A investigação aponta que o grupo possuía divisão de funções bem definida, responsável pela administração de recursos financeiros, ocultação de patrimônio e suporte às atividades criminosas.

Embora já esteja preso em uma unidade de segurança máxima, WT voltou a ser alvo da Justiça. Conforme a Draco, ele continuava exercendo influência sobre a organização criminosa mesmo recolhido no sistema penitenciário.

Mensagens interceptadas durante a investigação mostram que o investigado determinava cobranças, autorizava arrecadações, acompanhava prestações de contas, analisava planilhas financeiras e orientava integrantes que permaneciam em liberdade.

Os investigadores também descobriram que o mesmo chip telefônico atribuído a WT foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. Para a Polícia Civil, a troca frequente dos dispositivos fazia parte de uma estratégia para dificultar o rastreamento das comunicações clandestinas.

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Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros e o sequestro de imóveis e veículos avaliados em aproximadamente R$ 17,28 milhões.

Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão apartamentos e residências de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Segundo a Draco, o objetivo é impedir que o patrimônio supostamente adquirido com recursos ilícitos seja ocultado, transferido ou utilizado para financiar novas atividades criminosas.

As investigações também identificaram registros financeiros que apontam movimentações milionárias envolvendo diferentes núcleos da facção, além de referências à distribuição de recursos e ao comércio de entorpecentes.

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