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NOVO MANDADO

Foragido, empresário acusado de intimidar delegado tem nova prisão decretada por suspeita de estupro

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O empresário Maike Koseki de Capua, de 41 anos, teve um novo mandado de prisão expedido pela Justiça de Mato Grosso nesta terça-feira (21). Desta vez, a ordem judicial foi decretada por suspeita de estupro. Ele continua foragido.

Maike já era procurado desde o último dia 14, quando passou a ser alvo da Operação Autorias, que apura suposto monitoramento da rotina de um delegado da Polícia Civil responsável pelo inquérito em que o empresário responde por organização criminosa.

Segundo as investigações, além de acompanhar os deslocamentos do delegado, o empresário também teria vigiado a esposa, o filho e outros familiares da autoridade policial, incluindo menores de idade. Para a Polícia Civil, a intenção seria intimidar o delegado e influenciar a ação penal em andamento.

A nova ordem de prisão determina que, após a captura, a autoridade policial comunique imediatamente o juízo responsável para adoção das medidas legais, entre elas a realização de audiência de custódia, quando cabível. A decisão é assinada pelo juiz Marcos Faleiros da Silva.

A Operação Autorias foi deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), que cumpriram dois mandados de busca e apreensão e um de prisão expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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De acordo com a Polícia Civil, o monitoramento teve início depois que Maike passou à condição de réu por suposta participação em organização criminosa. As investigações seguem para localizar o empresário e esclarecer todos os fatos relacionados ao caso.

Em nota, o advogado Lucas André Figueiredo afirmou que soube do novo mandado de prisão pela imprensa e que a defesa não foi comunicada oficialmente. Segundo ele, o processo relacionado à acusação de estupro tramita sob sigilo desde 2022 e a defesa nega que o empresário tenha cometido o crime.

“Esta defesa respeita a decisão do douto Magistrado; registra, todavia, que a custódia decorre de fatos atuais, relacionados única e exclusivamente à condição de foragido e a supostos novos fatos, não havendo, em momento algum, imputação de novo crime de estupro. O que se observa é um verdadeiro efeito ‘bola de neve’: a repercussão gerada pela própria cobertura da imprensa vem sendo utilizada para vincular, na percepção pública, fatos distintos e pretéritos a uma narrativa única, como se houvesse um novo delito de natureza sexual — o que não corresponde à realidade dos autos.”

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No dia seguinte à deflagração da Operação Autorias, a defesa também divulgou nota afirmando que Maike sempre permaneceu à disposição das autoridades e jamais adotou qualquer conduta para dificultar as investigações ou frustrar a atuação da Justiça.

Os advogados disseram ter recebido com surpresa a decisão que decretou a prisão preventiva do empresário, informaram que irão recorrer da medida e sustentaram que as acusações ainda serão analisadas ao longo da instrução processual, oportunidade em que apresentarão a versão do investigado.

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