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BASTIDORES

PF amplia investigação sobre contrato do BRB na Bahia e cita Flávia Peres

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A nona fase da Operação Compliance Zero ampliou o foco das investigações da Polícia Federal sobre a expansão do Banco de Brasília (BRB) para a Bahia. Os investigadores passaram a analisar as circunstâncias que antecederam o contrato firmado entre a instituição financeira e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em 2021, além da atuação de pessoas que teriam participado das negociações nos bastidores.

Entre os nomes mencionados nas apurações está o da ex-deputada federal Flávia Arruda, atualmente Flávia Peres, casada com o banqueiro Augusto Lima. Conforme informações divulgadas pelo portal Fatos Online, investigadores avaliam se ela pode ter exercido influência nas conexões entre o BRB e integrantes do Judiciário baiano.

O material também cita o publicitário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como Guiga Sodré. Segundo a linha de investigação, ele teria atuado como articulador entre empresários ligados ao Banco Master, integrantes do grupo político do senador Jaques Wagner e pessoas com influência em órgãos públicos, facilitando contatos durante o processo de expansão do BRB.

Outro personagem citado é o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que, de acordo com a publicação, aparece nas investigações em razão de supostas ligações políticas com Augusto Lima. Até o momento, porém, não há indicação de que o ministro ou os demais citados tenham sido formalmente responsabilizados por qualquer irregularidade.

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O contrato firmado entre o BRB e o Tribunal de Justiça da Bahia representou um dos principais movimentos da estratégia de expansão nacional da instituição financeira, que buscava ampliar sua carteira de clientes e conquistar novas folhas de pagamento fora do Distrito Federal.

A Polícia Federal procura esclarecer se essa aproximação ocorreu exclusivamente dentro dos procedimentos administrativos ou se houve atuação de intermediários utilizando influência política e relações pessoais para facilitar as negociações. Até o momento, a investigação não aponta ilegalidade no contrato firmado entre o banco e o tribunal.

As apurações também indicam que, após a chegada do BRB ao ambiente do Judiciário baiano, o Banco Master passou a oferecer produtos financeiros a magistrados e servidores do tribunal. Essa sequência de acontecimentos passou a integrar o conjunto de fatos analisados pelos investigadores.

Outro ponto sob investigação envolve mensagens trocadas entre alguns dos investigados relacionadas à negociação de um apartamento de alto padrão avaliado em R$ 2,45 milhões. Para a Polícia Federal, parte das conversas pode indicar o uso de linguagem cifrada, hipótese que ainda está sendo examinada em conjunto com o Supremo Tribunal Federal.

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A Operação Compliance Zero segue em andamento e busca identificar se houve utilização de influência política e empresarial para favorecer interesses econômicos ligados à expansão de instituições financeiras. Todos os fatos permanecem sob investigação, e os envolvidos terão garantidos o contraditório e a ampla defesa durante o andamento do processo.

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