Durante participação no FolhaCast, podcast da Folha do Acre, nesta segunda-feira (22), o deputado federal Coronel Ulysses afirmou que o crescimento do bolsonarismo no Acre está diretamente relacionado ao desgaste dos governos de esquerda e à insatisfação de parte da população com as políticas ambientais implementadas no estado ao longo das últimas décadas.
Em entrevista à jornalista Gina Menezes, o parlamentar fez críticas à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e ao modelo de desenvolvimento conhecido como “florestania”, adotado durante os governos petistas no Acre.
Segundo Ulysses, as políticas ambientais teriam limitado o crescimento econômico do estado e dificultado atividades produtivas ligadas ao agronegócio e à pecuária.
“Olha, a política ambientalista da Marina sempre foi pautada na falsidade, numa mentira, numa narrativa de que aqui não se poderia produzir”, afirmou o deputado.

Ao comparar o Acre com Rondônia, o parlamentar argumentou que os dois estados seguiram caminhos distintos nas últimas décadas. De acordo com ele, enquanto Rondônia apostou na expansão da produção agropecuária, o Acre teria permanecido dependente de um modelo que, em sua avaliação, não gerou desenvolvimento econômico suficiente.
“O nosso Estado só vai ser desenvolvido através do agro, porque essa é a nossa afinidade, essa é a nossa vocação”, declarou.
Durante a entrevista, Coronel Ulysses também criticou operações de fiscalização ambiental realizadas por órgãos federais em áreas rurais do Acre. O deputado citou ações ocorridas em Xapuri e afirmou que pequenos produtores têm sido alvo de perseguição por parte de órgãos ambientais.
Para o parlamentar, o sentimento de insatisfação com essas políticas contribuiu para o fortalecimento de lideranças conservadoras e da direita no estado.
Questionado sobre o perfil ideológico do eleitorado acreano, Ulysses afirmou que o Acre sempre teve características conservadoras e que a ascensão do bolsonarismo ocorreu após parte da população passar a associar os governos petistas a problemas econômicos e sociais. “O Acre sempre foi conservador”, disse.
O deputado também criticou programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, afirmando que políticas públicas deveriam priorizar a geração de emprego e renda. Segundo ele, a dependência de benefícios sociais favorece a manutenção de grupos políticos no poder.
As declarações foram dadas durante episódio do FolhaCast que discutiu as transformações políticas do Acre nas últimas décadas e a mudança do estado, historicamente associado ao legado de Chico Mendes e de lideranças da esquerda, para um cenário de maior identificação com pautas conservadoras e bolsonaristas.


























