O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro de uma investigação após delações premiadas de ex-executivos da empresa de saneamento Aegea apontarem supostos pagamentos irregulares realizados durante o período em que ele comandava a Prefeitura de Sinop.
Segundo relatos prestados ao Ministério Público por ex-dirigentes da companhia, os repasses teriam ocorrido por meio de intermediários ligados ao parlamentar e também com o auxílio de um operador financeiro sediado em Brasília. As entregas de valores, conforme os depoimentos, teriam acontecido em cidades como Cuiabá, São Paulo e Balneário Camboriú.
Um dos delatores afirmou que apenas em Balneário Camboriú teriam sido entregues cerca de R$ 1,2 milhão destinados ao então prefeito. Os colaboradores também relataram que parte das operações teria sido mascarada por meio de transações envolvendo postos de combustíveis indicados pelo grupo político local.
As acusações fazem parte de acordos de colaboração firmados entre 2020 e 2021 por cinco ex-executivos da empresa e posteriormente homologados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
De acordo com os depoimentos, os pagamentos teriam alcançado aproximadamente R$ 30 milhões ao longo de vários anos. Um dos colaboradores ainda declarou que, em 2014, foi solicitada a aquisição de um veículo da marca BMW como parte das vantagens supostamente oferecidas ao então gestor municipal.
Os delatores sustentam que os repasses estariam relacionados a decisões administrativas e mudanças normativas que teriam favorecido os interesses da concessionária de saneamento em Sinop.
Ao comentar as acusações, Juarez Costa reagiu em tom irônico. O parlamentar questionou a lógica das denúncias envolvendo a suposta entrega de uma BMW e afirmou já ter sido proprietário de diversos veículos da marca ao longo da vida.
As declarações também chamaram atenção pelo fato de que, nas prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral nas últimas eleições, não constam registros de automóveis da fabricante alemã entre os bens declarados pelo deputado.
Até o momento, não há condenação judicial relacionada às acusações. O caso segue sob análise das autoridades competentes.





























