O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou que a obra de asfaltamento da MT-170, feita pelo então governo Mauro Mendes, vai passar por uma vistoria diante da situação caótica. Em menos de um ano, o asfalto virou “farelo”, revoltando a população da região Noroeste. Presidente do TCE disse que asfalto não tem recuperação e deve ser refeito: “esfarelou”.
O escândalo do asfalto que virou farelo feito pelo governo do estado vem a público exatamente no mesmo momento no qual o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assumiu os ataques contra o governo federal pela obra na BR-158. “O Governo Federal entrega 12 km da BR-158 em um ano, enquanto o Estado sozinho faz mais de 1000. Não dá nem para fazer crítica, é só comparar e ver a situação que está essa BR-158”, disse Pivetta, que agora terá que explicar o escândalo da rodovia MT-170. O asfalto feito pelo governo Mauro Mendes virou farelo em menos de um ano. O “asfalto farelo” coloca em risco a vida das pessoas que trafegam naquela estrada e provoca prejuízos econômicos.
“DINHEIRO JOGADO FORA”
A maior e mais grave deterioração relatada pela população, vereadores e investigada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) se concentra fundamentalmente no trecho inicial da rodovia, que liga as cidades de Castanheira a Juruena.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, anunciou uma inspeção in loco na MT-170 durante reunião com vereadores e lideranças políticas da Região Noroeste do estado, nesta segunda-feira (25).
A rodovia MT-170, antiga BR-174 no trecho entre Castanheira, Juruena e Colniza, foi estadualizada em junho de 2022, para acelerar a pavimentação de 271,6 km. Mas, o que era um sonho para os moradores da região, se tornou um pesadelo, conforme reforçado pelo vereador Oseia Pereira Guedes, de Colniza.
“Já estão acontecendo mortes, fatalidades naquela região e nós, vereadores, não podemos admitir isso. Por isso estamos questionando a qualidade da pavimentação. É isso que nós queremos: qualidade na pavimentação asfáltica de Castanheira a Colniza. Esse é o sonho da nossa região”, declarou.
Por sua vez, o presidente da Câmara de Cotriguaçu, Fich Vaz, chamou a atenção para o impacto econômico e no cotidiano da população. “Os produtos chegam para lá mais caros por causa dessas estradas que não estão em boa qualidade. Além disso, nessa MT, todo dia tem ambulância para o hospital correndo risco, porque nosso polo é Juína.”
“Vamos fazer uma auditoria específica para saber o que foi feito e o que vai se gastar para refazer essa rodovia. Para a gente ter uma noção de quanto dinheiro foi jogado fora”, afirmou o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo.



























