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ESTIAGEM E ONDAS DE CALOR

El Niño volta ao radar e preocupa o agro brasileiro

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As chances de formação de um novo fenômeno El Niño em 2026 já ultrapassam 90%, segundo previsões da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), considerada uma das principais referências mundiais em monitoramento climático.

O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e costuma provocar mudanças nos regimes de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta, incluindo o Brasil.

De acordo com meteorologistas, a probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre os meses de maio, junho e julho é de 60%. A partir da primavera, porém, as chances sobem para mais de 90%. Apesar disso, especialistas afirmam que ainda é cedo para prever a intensidade do fenômeno e os impactos exatos que ele poderá provocar.

Segundo dados oficiais, existe 25% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte e outros 25% de chance de um evento considerado muito forte, situação em que a temperatura da região central do Oceano Pacífico fica mais de 2°C acima da média.

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O Instituto Internacional de Pesquisa em Clima e Sociedade (IRI) informou que previsões feitas nesta época do ano ainda apresentam alto grau de incerteza em relação à intensidade do ENOS — sigla para El Niño-Oscilação Sul. A expectativa é que projeções mais confiáveis sejam divulgadas apenas durante o próximo inverno.

O El Niño integra um ciclo climático natural conhecido como ENOS, que também inclui o fenômeno oposto, o La Niña, marcado pelo resfriamento das águas superficiais do Pacífico tropical. O ciclo influencia diretamente padrões climáticos em diversas partes do mundo e pode alterar o volume de chuvas, temperaturas e a ocorrência de eventos extremos.

No Brasil, os efeitos mais comuns associados ao El Niño incluem aumento das chuvas na Região Sul, estiagem na Amazônia e no Nordeste e maior frequência de ondas de calor no Centro-Oeste e Sudeste.

Entre os episódios históricos de seca na Amazônia relacionados ao fenômeno estão os registrados nos períodos de 1877 a 1879, 1925, 1972-73, 1983, 1986, 1992-93, 1998, 2010, 2015-16 e 2023-24.

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Eventos recentes também foram associados à atuação do El Niño. Em 2024, o Brasil enfrentou ondas de calor intensas e fortes tempestades na Região Sul, especialmente no Rio Grande do Sul.

Especialistas ressaltam, no entanto, que o fenôeno não causa desastres climáticos diretamente, mas pode aumentar ou reduzir a probabilidade de ocorrência de eventos extremos. Também não há relação automática entre a intensidade do El Niño e a gravidade dos impactos registrados.

Meteorologistas afirmam ainda que previsões sobre secas severas na Amazônia e no Nordeste ou chuvas catastróficas no Sul ainda são consideradas especulativas neste momento, já que os modelos climáticos conseguem antecipar a evolução do fenômeno com meses de antecedência, mas ainda possuem limitações para prever impactos específicos com grande precisão.

Com informações da Exame.

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