A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a operação Dolo Rural, com o objetivo de desarticular um esquema suspeito de fraudes contra o sistema previdenciário. A ação mira escritórios de advocacia nos estados do Ceará e Maranhão. Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão por 31 policiais federais, com apoio e acompanhamento de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em imóveis residenciais e comerciais localizados nos municípios de São Mateus do Maranhão, São Bernardo, Fortaleza, Eusébio e Baturité.
A Justiça Federal também determinou medidas cautelares, incluindo quebra de sigilo telemático, bancário e fiscal, além do bloqueio de bens dos investigados.
Segundo a investigação, iniciada em 2023, o grupo criminoso seria formado por integrantes de escritórios de advocacia suspeitos de produzir documentos falsos — tanto material quanto ideologicamente — com uso de informações relacionadas a propriedades rurais.
Com base nesses documentos, teriam sido obtidos indevidamente benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, salário-maternidade e pensão por morte.
De acordo com a Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), o prejuízo identificado até o momento, referente a 35 benefícios analisados, chega a aproximadamente R$ 670 mil. A projeção de economia com a suspensão futura desses pagamentos pode alcançar cerca de R$ 4,1 milhões, considerando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A operação conta com atuação conjunta da Polícia Federal do Maranhão, da CGINP, do Ministério da Previdência Social e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por estelionato majorado contra o INSS, associação criminosa e falsificação de documento público.





























