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COM DINHEIRO PÚBLICO

Chico, Jefferson e Joelson: vereadores recebem mais de R$ 280 mil pagos pela Câmara em conversão de férias

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O pagamento de férias em dinheiro para vereadores voltou a gerar debate em Cuiabá após novos pedidos de conversão do período de descanso em abono pecuniário. A medida elevou os vencimentos de parlamentares e fez com que apenas três deles consumissem mais de R$ 280 mil dos cofres públicos em janeiro deste ano.

Os vereadores Jefferson Siqueira (PV) e Sargento Joelson (PSB) aderiram ao mecanismo, que permite trocar 30 dias de férias por remuneração extra. Eles se juntam ao vereador afastado Chico 2000, que mesmo fora do cargo recebeu R$ 97.873,10 no início de 2026.

No caso de Jefferson, o total bruto pago referente a janeiro chegou a R$ 111.691,79. Desse valor, R$ 85.284,80 correspondem ao subsídio mensal e R$ 26.406,99 foram incluídos como verba adicional decorrente da conversão das férias. Após os descontos, o montante líquido depositado foi de R$ 89.453,25.

Situação semelhante ocorreu com Joelson, que também teve proventos totais de R$ 111.691,79 no mesmo período, incluindo o mesmo valor referente ao benefício. Depois das deduções, o pagamento líquido alcançou R$ 93.816,46.

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Somados aos valores recebidos por Chico 2000, os três parlamentares custaram R$ 281.142,81 líquidos ao orçamento da Câmara somente em janeiro. Todas as autorizações foram formalizadas por meio de portarias assinadas pela presidente do Legislativo, Paula Calil (PL), e divulgadas na Gazeta Municipal.

Chico está afastado do mandato por decisão judicial no âmbito da Operação Gorjeta, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Apesar disso, a legislação municipal e normas internas da Casa permitem a conversão de férias em dinheiro mediante solicitação do parlamentar e autorização da Presidência.

Embora previsto em lei, o mecanismo amplia de forma significativa os rendimentos mensais dos vereadores no período em que o pagamento é efetuado, o que tem provocado questionamentos sobre o impacto financeiro e a moralidade da medida.

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