De acordo com o Delegado-Geral José Henrique Maciel, em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira, 5, o suspeito detido deverá ser indiciado por envolvimento em um esquema criminoso que, segundo a Polícia Civil, não se trata de uma ação isolada, mas sim da atuação de uma quadrilha organizada.
“Isso não é coisa de uma pessoa só. Com certeza há participação de várias pessoas, inclusive, provavelmente, de pessoas de dentro da Sesacre”, afirmou o delegado.
Maciel ressaltou a gravidade do crime, destacando que os medicamentos desviados eram destinados a pacientes em situação de vulnerabilidade, como pessoas em tratamento contra o câncer e portadores de doenças graves.
“Hoje nós temos provas cabais de que havia e há pessoas comercializando remédios que deveriam chegar a quem realmente precisa. Para a Polícia Civil e para a Segurança Pública, isso é gravíssimo”, concluiu.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema, incluindo possíveis servidores públicos ligados à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).
O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, explicou que solicitou a abertura da investigação após perceber inconsistências entre o quantitativo de medicamentos distribuídos e a falta recorrente desses insumos nas unidades de saúde.
Já o delegado Igor Brito, responsável pelo caso, destacou, que neste momento, que os valor dos remédios encontrados, seja aproximadamente R$ 1 milhão, esclarecendo que o valor exato só será definido após a conclusão de um levantamento detalhado.
Segundo ele, esse levantamento também servirá para rastrear a origem dos medicamentos apreendidos, identificando de quais unidades de saúde eles foram desviados. O delegado não descarta, inclusive, a possibilidade de que medicamentos tenham sido desviados também de unidades localizadas em municípios do interior do estado.
A Polícia segue investigando o caso, em busca de prender novos envolvidos.





























