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REQUERIMENTOS

CPI do Crime Organizado prepara convocação de governadores e abre nova frente de pressão sobre estados

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A CPI do Crime Organizado iniciou uma etapa decisiva e pretende intensificar a cobrança sobre os estados já na primeira semana de dezembro. O presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), anunciou no dia 19 que governadores e secretários de Segurança Pública serão convidados para depor, após os requerimentos terem sido aprovados por unanimidade no primeiro dia de trabalhos da comissão. O movimento cria um clima de expectativa, já que as oitivas devem confrontar diferentes estratégias regionais de enfrentamento às facções.

A lista, que reúne 22 autoridades de 11 unidades da Federação, ainda terá a ordem definida por Contarato e pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Mesmo assim, o alcance das convocações já traz repercussões políticas, pois envolve gestões que vêm enfrentando pressões crescentes diante da expansão do crime organizado. Dessa forma, a CPI tenta mapear responsabilidades e identificar gargalos que contribuíram para o fortalecimento das organizações criminosas nos últimos anos.

Os governadores chamados representam Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Entre os depoimentos mais aguardados estão o de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o do secretário de Segurança Pública Guilherme Muraro Derrite (PP), reforçando o peso político de São Paulo na pauta da segurança nacional. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também integram o grupo e devem detalhar suas ações e dificuldades.

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