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Brasil reforça laços econômicos

Acordos estabelecem canais permanentes de diálogo e priorizam projetos de infraestrutura, meio ambiente e cooperação em fóruns multilaterais

Brasília (DF) 13/05/2024 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad fala com jornalistas na entrada no ministério sobre a reunião virtual com o governador do RS, Eduardo Leite Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

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O Brasil deu mais um passo para estreitar sua relação econômica com potências globais. Nesta segunda-feira (11), o Ministério da Fazenda formalizou entendimentos com Rússia e China, criando mecanismos permanentes de diálogo econômico e financeiro. Os acordos, publicados no Diário Oficial da União, buscam aprofundar a cooperação em fóruns multilaterais, como Brics e G20, e avançar em projetos conjuntos, com destaque para infraestrutura e questões ambientais.

O memorando firmado entre o ministro Fernando Haddad e o titular das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, estabelece oficialmente um Diálogo Econômico e Financeiro bilateral. A iniciativa funcionará como um canal estável de comunicação entre os ministérios, coordenado por representantes de alto escalão de ambos os países. As reuniões, presenciais ou virtuais, terão pautas previamente acordadas e deverão integrar as atividades já conduzidas pela Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia de Cooperação Econômica, Comercial, Científica e Tecnológica.

Entre as sete áreas prioritárias estão políticas macroeconômicas, enfrentamento de desafios econômicos, cooperação tributária, financiamento de infraestrutura, novas oportunidades de negócios, atuação conjunta em fóruns multilaterais e outros temas de interesse mútuo. Embora o documento não crie obrigações jurídicas, ele estabelece que cada parte arcará com seus custos e que as informações trocadas serão mantidas em sigilo, salvo autorização.

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Continuidade na parceria com a China

O acordo com a China, assinado por Haddad e pelo ministro Lan Fo’an, reforça compromissos estabelecidos em 2024 e maio de 2025. O objetivo é aproximar estratégias nacionais de desenvolvimento, alinhando iniciativas como a Nova Indústria Brasil, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Plano de Transformação Ecológica à Iniciativa Cinturão e Rota, promovida por Pequim.

Segundo o texto, a meta é alavancar projetos conjuntos, aumentar a qualidade da cooperação econômica e fomentar a modernização dos dois países, com foco em uma integração regional sustentável. O documento reafirma o papel da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban) como principal instância para coordenar as ações bilaterais.

O memorando também ressalta o apoio chinês ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre, iniciativa brasileira que deverá ganhar destaque na COP30. Além disso, destaca a importância de que países desenvolvidos contribuam para mecanismos internacionais voltados à preservação das florestas tropicais.

Assim como no caso russo, o acordo com a China não impõe obrigações legais, mas serve como marco político para direcionar esforços conjuntos. Na prática, o Brasil sinaliza que pretende ampliar sua inserção econômica global por meio de parcerias estratégicas, diversificando interlocutores e fortalecendo sua posição em negociações internacionais.

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