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Piloto de helicóptero

Cenipa divulgou relatório final sobre queda de helicóptero no Pico do Jaraguá, em agosto de 2022. Drogas podem ter afetado tempo de reação

Reprodução/Corpo de Bombeiros

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A queda do helicóptero que matou piloto e copiloto no Pico do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, em agosto de 2022, foi provocada por condições meteorológicas adversas, planejamento de voo inadequado e decisões de pilotagem falhas, segundo relatório final divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa)

O documento afirma que as condições meteorológicas estavam abaixo das mínimas para a realização do voo, com nebulosidade baixa, teto reduzido, visibilidade limitada e presença de chuva e pancadas de chuva na região metropolitana de São Paulo e ao longo da rota, agravadas pela escuridão do voo noturno.

Além disso, o exame toxicológico constatou presença de substâncias psicoativas no organismo do piloto, como cocaína e os remédios clonazepam, venlafaxina e zolpidem, que podem ter comprometido a capacidade cognitiva, tempo de reação, concentração e tomada de decisão, de acordo com o Cenipa. Os fármacos são proibidos para o exercício aeronáutico.

O helicóptero saiu de São Paulo em direção a Itapeva para buscar o empresário Guilherme Benchimol, fundador da XP. No caminho, bateu em um morro no conjunto de montanhas da Serra da Cantareira, em Caieiras, na região metropolitana de São Paulo. Segundo o Cenipa, a decolagem em condições meteorológicas adversas e o planejamento da rota e altitude “revelaram uma preparação inadequada” dos tripulantes.

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