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DISPUTA PELO PAIAGUÁS

Botelho alerta que divisão entre Jayme e Pivetta pode favorecer Fagundes

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O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) voltou a defender a união entre o senador Jayme Campos (União) e o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Governo de Mato Grosso. Segundo ele, a falta de alinhamento entre os dois pode abrir espaço para o senador Wellington Fagundes (PL) na eleição de outubro. As informações são do site FolhaMax.

Em entrevista à Rádio Cultura FM, nesta segunda-feira (13), Botelho avaliou que Jayme Campos tem condições de vencer a convenção interna do União Brasil e se tornar candidato ao Palácio Paiaguás. Até recentemente filiado à sigla, o deputado integrava o grupo que defendia a pré-candidatura do senador.

“Se o Jayme continuar aparecendo bem nas pesquisas e não houver um entendimento entre o grupo dele, Mauro e Otaviano Pivetta, evidentemente que ele tem chance real de ganhar essa convenção. Eu tenho defendido que haja um entendimento, porque se não houver, na minha opinião, existe chance grande de perder essas eleições. Havendo entendimento, esse grupo ficando tudo junto, tem chance real de ganhar. Dividindo, as chances vão diminuir, com certeza”, afirmou.

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Botelho também destacou o peso das pesquisas eleitorais nas decisões políticas. “O que molda muitos políticos são as pesquisas eleitorais. Pelo menos nas pesquisas que o Jayme tem aparecido, ele tem aparecido muito próximo, em segundo, outras ele aparece em terceiro, outras em segundo, está sempre assim, mas ainda tem muitas conversas”, disse.

O parlamentar relembrou ainda a própria experiência na eleição municipal de 2024, quando disputou a Prefeitura de Cuiabá. Apesar de liderar levantamentos em parte da campanha, terminou o pleito em terceiro lugar, fora do segundo turno, que foi disputado por Abilio Brunini (PL) e Lúdio Cabral (PT), com vitória do candidato bolsonarista.

“Quer queira, quer não, é onde as pessoas começam a caminhar para um lado ou para o outro. Porque ideologia, ideologia mesmo, são poucos que seguem. Seguem mais pesquisas eleitorais. Está caminhando para se ganhar, o povo começa a ir para o lado, é assim que funciona”, pontuou.

Botelho também comentou o cenário do ex-governador Mauro Mendes (União), que deixou o cargo em 31 de março para disputar o Senado. Segundo ele, a saída do Executivo muda o peso político do aliado.

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“Uma coisa era Mauro Mendes governador, outra agora é Mauro Mendes candidato ao Senado. Vamos ver como isso vai ser daqui para frente. A força do governador, a força do cargo é uma coisa. Nós vamos ver também como vai ser essa força dele daqui para frente, junto aos correligionários e os membros do partido”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de Jayme Campos e Pivetta disputarem o governo em lados opostos e sobre um eventual palanque independente de Mauro Mendes, Botelho afirmou que o cenário é possível, mas evitou avaliar impactos.

“Você ter um palanque independente para o Senado é possível, embora não seja usual, mas é possível. Agora não sei se vai ser bom para um ou para o outro. Para quem que vai ser bom, para quem que vai ser ruim”, concluiu.

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